Debandada à vista
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 00:27 | Atualizado há 11 anosCom a queda do Goiás para a Série B do Campeonato Brasileiro, os jogadores que se destacaram no Goiás provavelmente não irão permanecer no clube para 2016. Salvo algumas exceções, como o goleiro Renan, que deve permanecer.
O atacante Bruno Henrique apresentou um futebol de qualidade nesta temporada e chamou a atenção do São Paulo. O tricolor paulista precisa se reforçar nesta posição, pois perdeu os atacantes Luís Fabiano e Alexandre Pato. O clube já sondou Bruno Henrique neste último jogo do Brasileirão que culminou no rebaixamento esmeraldino.
O atacante de 24 anos veio do Itumbiara, após um bom Campeonato Goiano da Divisão de Acesso, em 2014. Ele marcou nove gols ao todo. Pelo Goiás fez um total de 42 partidas e marcou oito vezes. Sua principal característica é a velocidade, mas Bruno Henrique também dá assistências e é bom driblador. O jogador tinha contrato até o final deste ano, porém com as boas atuações a diretoria renovou seu contrato até o fim de 2018.
Outro jogador que está de saída é o volante Rodrigo. Ele pertence a um famoso empresário, Eduardo Uram, e pode ir parar no Palmeiras ou no São Paulo. O jovem meio-campista de apenas 21 anos é prata da casa e seu contrato termina neste final de temporada. Rodrigo não teve interesse em renovar com o clube esmeraldino e irá para o Tombense. O time mineiro pertence ao empresário. Ele irá registrar o jogador neste clube e depois irá transferi-lo para o clube que fizer melhor proposta.
Polêmicas
O presidente do Conselho Deliberativo do Verdão não podia ficar sem se pronunciar após uma queda tão melancólica como esta. Em entrevista à TV Anhanguera, Hailé manteve sua postura de declarações intensas. Disse que o Campeonato Brasileiro de 2015 foi o mais fácil que o Goiás já disputou em sua história e que o jogo contra o São Paulo no último domingo foi seu pior dia na história do Goiás.
Hailé Pinheiro também se indignou com a postura apática dos jogadores ao longo da competição, “No último jogo do Campeonato Brasileiro e com prêmio de R$ 1 milhão os jogadores ficam apáticos? O que dá para esperar mais? Falei isso para o Sérgio (Rassi). Parecia um ‘amistosão’. Ele disse que talvez os atletas estivessem guardando energia para o segundo tempo. Quando chegou o segundo tempo, foi pior ainda”, comentou o dirigente.
Última cartada
O Goiás vai tentar junto ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) uma última manobra para tentar evitar o rebaixamento concretizado no último fim de semana.
O departamento jurídico do clube deve entrar com uma ação para tentar que clubes que não arcaram com suas obrigações financeiras em 2015 sejam punidos com a lei do Fair Play financeiro, que foi aprovada em 4 de agosto, e prevê perda de pontos para quem atrasou salários ou não recolheu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
A diretoria não informou quais serão os alvos, mas garantiu que há mais de três times na atual situação.