No último dia de governo, Cristina ordena que deputados esvaziem posse de Macri
Redação DM
Publicado em 8 de dezembro de 2015 às 23:45 | Atualizado há 11 anosBUENOS AIRES – Após um “festival” de designações para cargos públicos no último diário oficial da era Cristina Kirchner, a presidente argentina ordenou a seus partidários que esvaziem a posse de Mauricio Macri como presidente, na quinta-feira. Ela já havia se negado a participar da transição, e não entregará bastão e faixa ao rival. A briga entre os dois mandatários chegou ao ponto de terminar na Justiça, com uma juíza federal obrigando a presidente a deixar o cargo às 23h59m desta quarta-feira.
Cristina se despede de seus apoiadores como presidente durante um evento público na Praça de Maio. Deputados e senadores do governo foram instruídos a não frequentarem a posse de Macri, de acordo com o “Clarín”. São 150 congressistas leais ao kirchnerismo que se reúnem nesta quarta-feira
— Não há sentido em assistir. Não vai mudar a vida de ninguém estarmos no Congresso — disse publicamente o deputado Carlos Kunkel.
Segundo deputados sob anonimato, “não vale a pena ir” porque a posse é uma “aberração jurídica e um golpe de Estado”.]
Na últimas das brigas entre Cristina e Macri — que já envolveram local da posse, além de faixa e bastão presidenciais — a chefe de Estado anunciou que seu mandato só acabaria às 23h59 do dia 10 (quinta), mas foi contrariada pelo promotor Jorge di Lello e, agora, a juíza María Servini deu prosseguimento à decisão original de encerrar o mandato no final do dia 9.
No último dia do governo, o Boletim Oficial mostrou a designação de 50 altos cargos em serviços públicos, nas áreas de saúde, segurança, desenvolvimento social e chancelaria. Embaixadores em Costa Rica e Honduras também foram anunciados. A iniciativa, segundo o “La Nación”, seria inchar a máquina estatal para prejudicar o Orçamento e incluir figuras ligadas ao kirchnerismo no funcionalismo público.