Fracasso pelo conjunto da obra
Redação DM
Publicado em 8 de dezembro de 2015 às 00:34 | Atualizado há 11 anosO ano terminou de modo melancólico para o Goiás. O time esmeraldino confirmou o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 2016 em um jogo apático, após uma campanha pífia. Foram 38 jogos e apenas 38 pontos. Um aproveitamento de 33.3%. No total o Goiás ganhou apenas 10 partidas, empatou oito e conseguiu perder 20 jogos. Teve a sexta pior defesa desta edição com 49 gols sofridos e apenas 39 gols marcados, sendo o sétimo pior ataque. No fim, o saldo de gols foi de -10.
Com números tão ruins, a meta da diretoria é reformular por completo o time. Ano que vem o Verdão será completamente diferente, segundo o presidente Sérgio Rassi. Em entrevista, ele disse o nome dos poucos jogadores que merecem permanecer no elenco. São eles: o goleiro Renan, o zagueiro Fred, o volante Patrick, o meia David e o atacante Bruno Henrique.
Rumores apontam que Renan deverá jogar no São Paulo, já que Rogério Ceni pendurou as luvas. Fred já está praticamente acertado com o Grêmio e o bom futebol de Bruno Henrique dificilmente o prenderá no Verdão ano que vem.
Quem também deve juntar as trouxas é o diretor de futebol e ex-goleiro Harlei. Apontado como bom caráter, o problema dele é a inexperiência e a falta de confiança do elenco, torcida e diretoria. O Goiás estipulou teto salarial este ano de R$ 50 mil. Esse valor fez com que poucos jogadores de qualidade fossem incorporados ao time.
Erros
Contratar para o cargo de diretor de futebol uma pessoa sem prática de futebol fora do campo. Esse foi um problema sério, principalmente quando se estipula um teto salarial baixíssimo para Série A. R$ 50 mil é um valor menor que o Botafogo estipulou para Série B este ano, R$ 60 mil.
Os salários foram pagos em dia, mas não foi o suficiente para evitar o fracasso. “há muito tempo o Goiás não teve um elenco tão desunido e tão ‘não comprometido’. Também esperávamos mais dos atletas da base”, declarou Sérgio Rassi. Para ele foram vários fatores que culminaram na queda.
A troca constante de técnicos. É fato que os times de piores campanhas no campeonato são os que mais trocam de técnico. Neste ano, só dois times não mudaram seus comandantes: o campeão Corinthians e o vice Atlético-MG. O Goiás trocou de treinador quatro vezes nesta edição. Todos os quatro eram técnicos sem prestígio, sem grandes títulos ou memoráveis resultados ao longo na carreira. O Verdão terminou o ano com um interino na frente do clube.
A torcida não corresponde o time há muito tempo. Este ano de 2015 o Goiás teve a pior média de público do Brasileirão, perdendo para times de pouca expressão do futebol brasileiro como Joinville, Avaí, Chapecoense, Figueirense, entre outros clubes médios. São vários anos seguidos que times grandes se sentem àvontade no Serra Dourada, dividindo o estádio com os esmeraldinos e em alguns casos com a torcida até maior.
Para quem acredita que descenso acarreta aprendizado para os próximos anos, fica sem argumentos ao ver o Goiás e o Vasco caindo novamente em tão curto espaço de tempo. Após três anos de Série A, agora a necessidade é de um time mais aguerrido para uma competição que importa mais raça do que qualquer outro fator, principalmente quando será um ano com dois rivais disputando junto a competição.