Cotidiano

Oposição já tem apoio de 4 partidos da base para chapa alternativa

Redação DM

Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 23:40 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – A oposição contabiliza pelo menos 35 nomes na chapa alternativa da Comissão de Impeachment que deve ser definida em eleição nesta terça-feira. Para a chapa, contam o apoio de quatro principais partidos da base aliada: PMDB, PP, PTB e PSD. Em plenário, os oposicionistas travarão nova briga, exigindo que a eleição desta comissão seja feita em votação secreta. Isso permitirá a traição na escolha dos nomes.

Um exemplo de comportamento que pode se repetir: o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), que é suplente na chapa oficial do PP, anunciou que votará na chapa alternativa da oposição e dissidentes dos demais partidos. Pelo PP, na chapa alternativa estão: Jerônimo Goergen (RS), Jair Bolsonaro (RJ), Odelmo Leão (MG) e Luiz Carlos Heinze (RS).

Um dos integrantes da chapa alternativa pelo PMDB, o deputado Lúcio Vieira da Silva (BA), ironiza e diz que se tivesse mais tempo para montar a chapa conseguiria até adesão de petistas:

— Não tive tempo de convencer os petistas. Vamos eleger a nossa chapa, mas o PT terá direito, na eleição suplementar de indicar os seus oito integrantes. Mas não temos pressa, tudo tem seu rito. Quem tem pressa é a presidente que quer até cancelar o recesso parlamentar, numa intromissão indevida no Legislativo, que tem seu tempo — disse Lúcio Vieira Lima.

A oposição anunciou que não irá indicar os nomes na chapa que têm as indicações de líderes aliados. Até o momento, a oposição já contabiliza o seguinte total na chapa alternativa: 8 do PMDB, 6 do PSDB, 4 do PP, 4 do PSD, 3 do PTB, 2 DEM, 2 do Solidariedade, 2 PSC, 1 PPS, 1 PHS, 1 PEN e 1 do PMB. Aguardam ainda a decisão do PSB, que está reunido para decidir se integrará a chapa dos líderes aliados ou a alternativa. Acreditam que o partido virá com a oposição.

Além de brigar por eleição secreta na comissão, a oposição também pretende garantir a realização do recesso parlamentar. O presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força Sindical (SP), disse que a oposição também programa uma série de ações para mobilizar a população em relação ao impeachment. Uma delas deve ser um buzinaço, em determinada hora do dia 16 de dezembro, dia em que o grupo pró-Dilma programa manifestações de rua.

— Também estamos pensando em fazer o réveillon do impeachment. A pessoa vai de branco, mas com um fita amarela — disse Paulinho.

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