Trilogia do desespero
Redação DM
Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 23:33 | Atualizado há 11 anosO sonho vascaíno de escapar do rebaixamento teve fim ontem. O time não conseguiu sair de um empate sem gols com o Coritiba, no Couto Pereira, e teve decretada a terceira queda de sua história à Série B. A equipe, que já havia ido para a segunda divisão em 2008 e 2013, não escaparia da degola nem se tivesse vencido o jogo. Isso porque o Figueirense derrotou o Fluminense por 1 a 0, no Orlando Scarpelli, e escapou da queda nesta 38ª rodada do Brasileirão. Além do cruzmaltino, foram rebaixados Avaí, Goiás e Joinville.
Dentro de campo, o Vasco não produziu o suficiente para ameaçar a defesa do Coritiba e facilitou a vida do rival. O time carioca abusou dos erros de passe e conclusão e não soube se adaptar ao gramado do Couto Pereira após a forte chuva que caiu em Curitiba. Com 41 pontos, na 18ª colocação, o time se despede da primeira divisão com dez vitórias, 11 empates e 17 derrotas. O saldo de gols final da equipe foi de -26.
Já o Coritiba, que passou boa parte do campeonato brigando contra o rebaixamento, conseguiu se salvar graças ao ponto conquistado ontem. O time terminou a competição nacional na 15ª posição, com 44 pontos.
O Jogo
O duelo entre Coritiba e Vasco contrariou a recomendação da CBF, teve seu início retardado e começou minutos depois dos demais jogos da rodada. Como em qualquer decisão, os times gastaram boa parte do primeiro tempo estudando um ao outro. Nas raras chances de gol, os atacantes de ambas as equipes falharam na hora da conclusão. Aos 14 minutos, Nenê tomou a dianteira dos marcadores após desvio de cabeça de Riascos e tentou tirar do alcance de Wilson. O goleiro, no entanto, cresceu para cima do vascaíno e praticou a defesa.
O futebol visto nos minutos restantes do primeiro tempo foi muito prejudicado pelo temporal que caiu na cidade de Curitiba. Os atletas passaram a escorregar no campo alagado do Couto Pereira e tiveram de redobrar a atenção com relação ao posicionamento defensivo. Na volta do intervalo, o Vasco voltou a buscar o ataque e chegou com perigo aos dois minutos, em chute para fora de Mateus Vital. No lance seguinte, Nenê foi ao chão dentro da área e pediu o pênalti, mas o árbitro Anderson Daronco não viu irregularidade e mandou o atleta se levantar.
A chuva bem que deu uma trégua na etapa complementar, mas as poças d’água espalhadas pelo gramado ainda prejudicavam o desempenho das equipes. O Vasco também sofria com o emocional dos jogadores. Os gols de Figueirense e Avaí contra Fluminense e Corinthians, respectivamente, sentenciavam a queda da equipe à Série B logo no início do segundo tempo. Mesmo superior ao Coritiba, o cruzmaltino não conseguia criar nenhuma chance de gol e mantinha o jogo amarrado na zona central do campo.
Além da ausência de técnica, o cruzmaltino ainda ficou sem o atacante Jorge Henrique. O atacante foi expulso nos acréscimos por jogar água em um gandula que atrasava a reposição de bola. Aos 49, o árbitro Anderson Daronco apontou para o centro do gramado e sacramentou a melancólica despedida do Vasco da Série A.