Cotidiano

Eliseu Padilha diz que ‘golpe’ não está no vocabulário dele e de Temer

Redação DM

Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 04:15 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, o peemedebista Eliseu Padilha, que pediu demissão do cargo de ministro da Aviação Civil, disse nesta segunda-feira que “razões pessoais, partidárias e funcionais” o levaram à saída. Padilha negou que esteja articulando o impeachment ou conspirando contra a presidente.

— Minha chance (de articular o impeachment) é zero, de Michel é zero. PMDB tem uma composição múltipla. Uma parte do partido atua com o governo, outra parte é neutra e uma terceira quer romper. Temer tem que traduzir isso, de refletir e colher opiniões. Quem conhece Temer e me conhece sabe que conspiração na cabe no nosso vocabulário. Ninguém e espere de Temer e de mim golpe — disse o ex-ministro.

Ele afirmou que o partido está dividido quando ao impeachment e que o vice-presidente, Michel Temer, como presidente nacional do partido, está “aferindo” o sentimento dos correligionários para decidir qual caminho seguir.

— O PMDB está dividido nessa questão (do impeachment. Temer sempre soube conviver com essas várias divisões. Temos que ver onde está o sentimento majoritário do partido e Michel Temer está iniciando essa aferição. O partido não é só a Câmara e o Senado, são os governos, os estados, os municípios, a base. Esse é o sentimento que Michel está recolhendo — disse.

Segundo Padilha, problemas relacionados à pasta levaram a sua saída. Ele reclamou da falta de autonomia orçamentária e da falta de independência para indicar pessoas para cargos e distribuiu sua carta de demissão, datada do dia 1, terça-feira passada, um dia antes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abrir o processo de impeachment para reforçar que sua saída não teve relação com o caso. No entanto, ele só protocolou a demissão na noite de quinta-feira, um dia depois da ação começar a tramitar.

, o peemedebista disse a pessoas próximas no fim de semana que sua decisão era irrevogável e que entendia as palavras da presidente apenas como um gesto, uma necessidade de dar uma resposta aos questionamentos sobre sua demissão. A partir desta segunda-feira, Padilha passará a atuar na secretaria-geral do PMDB nacional.

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Leia íntegra da carta:

“Registrando profundo agradecimento pela oportunidade de participar do governo que nossos partidos o PT e o PMDB e os partidos aliados conquistaram, tendo vossa excelência como presidente da República e o presidente do meu partido Michel Temer como vice-presidente, venho por meio desta presentar-lhe meu pedido de exoneração do honroso cargo de ministro da Aviação Civil da Presidência, em caráter irrevogável, por razões pessoais.”

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