Cotidiano

Aécio e Aloysio comemoram vitória da oposição nas eleições na Venezuela

Redação DM

Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 02:50 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Os senadores tucanos Aécio Neves (MG) – presidente do PSDB – e Aloysio Nunes Ferreira (SP) – presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado – comemoraram nesta segunda-feira a vitória da oposição venezuelana nas eleições legislativas realizadas no domingo. Em nota, Aécio disse que começa agora “uma nova etapa que deve continuar a ser acompanhada por toda a comunidade internacional, na busca do resgate da plena democracia, com amplo respeito às liberdades e aos direitos humano”. Também em nota, Aloysio classificou a vitória de acachapante e disse que ela “demonstra o forte repúdio do povo venezuelano ao autoritarismo bolivariano, hoje, em toda parte, sinônimo de inflação galopante, corrupção endêmica e falta de segurança”.

A coalização opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) conquistou pelo menos 99 dos 167 assentos da Assembleia Nacional da Venezuela. O governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) obteve 46 vagas. O resultado é uma derrota para o presidente Nicolás Maduro, herdeiro político do falecido ex-presidente Hugo Chávez.

Aécio e Aloysio destacaram que a campanha na Venezuela foi desigual, com condições mais favoráveis para os candidatos do governo. “Mesmo numa disputa marcada pela desigualdade de condições e pela truculência de um governo pouco afeito ao contraditório, prevaleceu o sentimento de mudança, encarnado pela maioria dos venezuelanos”, escreveu Aécio.

Aloysio disse ainda que o resultado da eleição da Venezuela e a vitória de Maurício Macri, presidente eleito da Argentina, trazem “novo alento para a democracia na América do Sul”. Em ambos os casos, governos de esquerda foram derrotados. Mas Aloysio diz que é preciso ficar atento, em função da “escalda autoritária na Venezuela”, numa referência ao governo Maduro. Alertou ainda que o governo brasileiro não pode ficar indiferente ao presidente venezuelano, uma vez que vários líderes da oposição continuam presos.

“A oposição enfrentou uma campanha desigual e terá que atuar em um ambiente institucional que ainda traz a marca do autoritarismo bolivariano, como assinalou o Secretário-Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luís Almagro, em sua carta aberta ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela”, disse Aloysio. O senador destacou também que as injustiças cometidas pelo regime de Maduro devem ser reparadas e merecem o repúdio do Mercosul, que se reunirá dia 21 de dezembro em Assunção.

Aécio e Aloysio integraram a comitiva de senadores brasileiros de oposição que foi à Venezuela em junho deste ano. Eles visitariam líderes políticos presos, mas, após o desembarque, o ônibus em que estavam ficou parado no trânsito a cerca de um quilômetro do aeroporto. Um grupo de cerca de 50 manifestantes começou a bater na lataria e a gritar. A visita foi abortada e o grupo retornou ao Brasil. Além de Aécio e Aloysio, também estavam na comitiva os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC).

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia