Cotidiano

Líderes da base aliada sugerem recesso curto no Congresso

Redação DM

Publicado em 6 de dezembro de 2015 às 23:30 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Ao saírem da reunião de líderes da base aliada com o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), José Guimarães (PT-CE) e Rogério Rosso (PSD-DF) defenderam uma solução intermediaria para que o Congresso volte ao trabalho o mais rápido possível para julgar o impeachment e votar outras pautas do governo. O recesso seria reduzido a poucos dias.

Guimarães disse que os aliados avaliam que não há clima no país para aprovar o impeachment.

— Os deputados viajaram para seus estados, acompanharam os desdobramentos dessa questão e a avaliação, eu diria quase unânime, é de que o ambiente politico no país é muito favorável a desconstrução dessa tese de impedimento, por razoes politicas e razoes jurídicas – disse o líder petista.

Até as 18 horas os partidos devem entregar a lista dos indicados para compor a comissão especial de impeachment. Para o líder do PSD, os membros indicados precisam ser preparados para o embate jurídico. A definição, segundo ele, será na tarde desta segunda.

— Atá lá tem muto ajuste ainda. Não se sabe se teremos ou não recesso. Vários parlamentares indicam importância de ter recesso — disse Rosso, completando:

— Minha percepção é que existe padrão dos lideres de que os membros da comissão precisam ser tecnicamente preparados para o embate jurídico, para visão da causa é uma ação que essa comissão especial — afirmou Rosso.

Segundo Guimarães, a maioria dos líderes da base aliada é favorável a um recesso curto e o retorno até o início de janeiro. Ele citou os projetos que são prioridades para votação:

— Queremos votar PPA ( Plano Plurianual), LDO(Lei de Diretrizes Orçamentárias), projeto antiterrorismo … a questão do orçamento, são pautas importantes para o país, e as medidas provisorias que estão trancando a pauta.

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