Nem tudo são flores à beira do Lago Zurique
Redação DM
Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 06:50 | Atualizado há 11 anosZURIQUE. O Baur au Lac nada mais é que um hotel à beira de um lago. Só que o lago em questão é o Zurique, na Suíça. E o preço a se pagar por uma suíte com vista para as suas águas chega a R$ 14.359.98. É o valor da diária com café da manhã incluído.
Eram nestas suítes “Delux” que Joseph Blatter e os sete dirigentes (entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin), presos em maio, antes do congresso anual da Fifa, estavam acostumados a relaxar após reuniões da entidade e jantares nos melhores restaurantes de Zurique. Era neste hotel que estavam os presidentes da Conmebol, Juan Ángel Napout, e da Concacaf, Alfredo Hawit, presos ontem.
Se um deles enjoasse da vista para o Lago Zurique, o que deve ser muito difícil, teria à disposição 600 canais de TV. Caso a programação não agradasse, ele poderia abrir o minibar com bebidas liberadas.
Além das facilidades obrigatórias em um hotel cinco estrelas, o Baur au Lac oferece um serviço que só o dinheiro (e muito) pode comprar: status.
Apenas 3,7km separam o hotel do quartel-general da Fifa. Seria possível um dirigente, por exemplo, abrir mão do carro oficial disponível 24 horas e fazer o trajeto a pé pela Rua Rämistrasse para apreciar as galerias de arte e restaurantes pelas calçadas ao longo de sua extensão.
Nos cafés, onde os dirigentes faziam questão de serem vistos, nas mesas ao lado seria perfeitamente comum encontrar banqueiros, bilionários e empresários, além de personagens da alta sociedade suíça. Um luxo de consumo, bancado pela gorda diária da Fifa paga a membros do comitê executivo em viagens: US$ 500.
O Baur au Lac foi fundado no século XIX. Diariamente, mil flores recém-chegadas da floricultura adornam as dependências do hotel, que ainda põe à disposição dos hóspedes mais ilustres um serviço de limousine e um mordomo, que nem sempre é o culpado.