‘Temos que impedir que o Brasil sangre mais’, diz Arnaldo Chinaglia (PT-SP)
Redação DM
Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 03:50 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — O deputado petista Arlindo Chinaglia (SP), que disputou com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a eleição para a presidência da Câmara, disse nesta quinta-feira que a estratégia do partido para enfraquecer a adesão ao impeachment será ao mesmo tempo de “embate” e “diálogo”. Ele admitiu que não há consenso sobre o tema nem mesmo em alguns partidos da base de sustentação do governo, mas disse que o PT centrará esforços nos indecisos de legendas da oposição, e para isso precisará dialogar:
— Não podemos descuidar de que haverá divergências em muitas bancadas, inclusive em partidos da oposição. E pode ter algum partido que não tenha sequer a memória democrática para se preocupar com ela, mas há aqueles que se preocupam que doravante poderão ficar marcados por uma manobra de conveniência, mas que vai contra o processo democrático — disse o deputado, afirmando que é preciso estancar o sangramento do governo:
— Temos que impedir que o Brasil sangre mais.
Chinaglia defendeu que tanto a comissão de impeachment quanto o Conselho de Ética da Casa, que pode, em última instância, cassar o mandato de Cunha, funcionem durante o recesso parlamentar.
— Não pode haver dois pesos e duas medidas — afirmou Chinaglia.
O petista classificou de “mau humorada” a tese do impedimento da presidente Dilma e comparou a presidente a Juscelino Kubitschek, que governou o país de 1956 a 1961.
— Em alguma grande medida, a presidenta Dilma passou pelos passos que Juscelino Kubitschek passou, porque tentaram impedir que os dois fossem candidatos e que os dois assumissem.