Estudo aponta “condições de esgoto” em águas olímpicas
Redação DM
Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 01:50 | Atualizado há 11 anosOs níveis virais de dejetos humanos nas águas onde ocorrerão parte dos eventos olímpicos estão próximos ao observado em um esgoto bruto, contaminação que representa riscos para a saúde dos atletas e das pessoas que entrarem em contato com a água. O estudo elaborado pelo virologista Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale do Brasil, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, foi encomendado pela agência de notícias Associated Press.
No teste viral, não foi encontrado local seguro de água propícia às competições esportivas de natação, velas ou remo. Foram coletadas 37 amostras de alguns pontos da capital fluminense, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Praia de Copacabana e a Marina da Glória. A análise concluiu a presença de três tipos de adenovírus humano, de rotavírus, de enterovírus e também de coliformes fecais.
Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter afirmado, em outubro deste ano, que não havia necessidade de serem feitos testes virais rotineiros por causa da falta de métodos padronizados e de dificuldades na interpretação dos resultados, o virologista defende a necessidade de incluir esses marcadores virais pelo risco que eles causam.
Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que faz há mais de 30 anos testes de balneabilidade e garantiu que as áreas olímpicas da Baía da Guanabara estão dentro dos padrões brasileiros, europeus e americanos para contato primário em Copacabana e secundário na baia. “O Inea segue a orientação da Organização Mundial da Saúde com a qual vem mantendo intercâmbio científico.”