Base aliada votou em peso pela aprovação da nova meta fiscal
Redação DM
Publicado em 2 de dezembro de 2015 às 09:00 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – A base aliada votou em peso na Câmara pela nova meta fiscal. Na Câmara, foram 314 votos a favor e 99 contra, além de 13 deputados que se mantiveram em obstrução e não entram na soma do quorum. No PMDB, dos 56 que votaram, apenas cinco votaram contra a meta, entre eles Jarbas Vasconcelos (PE) e Osmar Terra (RS). No PT, todos os 55 votaram com o governo. No PR, dos 28 votantes, apenas um contra. No PRB, os 14 votaram com o governo. No PCdoB, os 12 votaram com o governo; no PDT, todos os 17 votaram com o governo. Na oposição, mesmo com a obstrução declarada dos líderes, houve defecções no PSDB e no DEM. Entre os tucanos, dos 42 votantes, dois votaram com o governo e seis permaneceram em obstrução: Alfredo Kaefer (PR) e Elizeu Dionizio (MS). No DEM, dos 13 que votaram, dois votaram com o governo: Carlos Melles (MG) e Hélio Leite (PA). O PSOL votou todo com o governo.
No Senado, a meta foi aprovada por 46 votos a favor e 16 contra. Os partidos da base aliada também mantiveram a lealdade. Mas o PSB, que rachou na Câmara, no Senado votou todo com o governo, os sete votos. No PMDB, dos 15 votantes, apenas o senador Ricardo Ferraço ES) votou contra o governo. O presidente do Congresso, Renan Cakheiros (PMDB-AL), não votou por ser presidente da Casa. No PT, os nove votos foram a favor do governo. O PP, PR, PSD deram todos seus votos ao governo também.No PSDB, os dez votantes ficaram contra a meta. Mas o senador José Serra (PSDB-SP) não votou. No DEM, apenas dois votaram e contra a meta. O PDT, que na Câmara votou com o governo, rachou: dois senadores a favor da meta e dois contra.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), comemorou a aprovação da mudança da meta fiscal. Ele chamou as pedaladas de “intervenção midiática” e disse que a vitória do governo foi um golpe na oposição:
— Foi uma extraordinária demonstração de compromisso da maioria do Congresso optar pela revisão da meta fiscal. É um duro golpe na oposição. Não menosprezem esse fato que aconteceu hoje, aprovarmos o PLN-5 e derrotarmos os destaques é uma grande vitória — disse o petista.