Cotidiano

Lindbergh classifica de ‘burrice atroz’ plano do Planalto para salvar Cunha

Redação DM

Publicado em 2 de dezembro de 2015 às 02:35 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Reforçando a guerra aberta entre setores ligados ao PT nacional do presidente Rui Falcão e articuladores do Palácio do Planalto que tentam impedir a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o senador Lindbergh Farias(PT-RJ) bombardeou a operação comandada pelos ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini ( Secretaria Geral) para que os representantes do partido no Conselho de Ética votem contra a abertura de processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética. O senador petista disse que se isso acontecer haverá uma ruptura da militância jovem com o PT e com o governo que ainda defende do “golpe”.

— O pessoal do Palácio do Planalto está completamente fora da realidade. Isso que estão fazendo é de uma burrice atroz. Se os deputados do PT votarem para Salvar Eduardo Cunha, esqueça! Estaremos perdendo qualquer possibilidade de diálogo com os movimentos sociais. Na segunda guerra, Churchil disse: primeiro vem a desonra, depois a derrota na guerra. Para a militância um voto em Cunha é a derrota, a ruptura. E isso tudo para nada, porque Eduardo Cunha não é confiável, continuará com a espada na cabeça de Dilma — criticou Lindbergh, completando:

— É um erro grosseiro que vai afastar Dilma de um setor que ainda a defende e não vai mais defender.

Lindbergh disse que ligou para o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que está em Paris na COP21, para que convencesse o deputado Leo de Brito (PT-AC) a não aceitar pressão para votar para salvar Eduardo Cunha no Conselho de Ética.

— Eu disse: Jorge, pelo amor de Deus! Vai em cima desse deputado do Acre e não deixe ele fazer essa besteira! — contou Lindbergh, completando que Viana já havia dito ao conterrâneo que ele perderia seu futuro político se aceitasse a pressão do Planalto.

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