Brasil

Policiais militares clamam por segurança

Redação DM

Publicado em 1 de dezembro de 2015 às 22:15 | Atualizado há 11 anos

Excelente o artigo publicado na edição do dia 14 de outubro do Diário da Manhã, assinado pelo cabo Senna, diretor jurídico da União dos Militares de Goiás – Unimil. Em poucas palavras, ele conseguiu sintetizar quão arriscada é a profissão do Policial Militar, muitas das vezes com o risco da própria vida. “Isso mesmo, com o risco da própria vida, assim é o cotidiano de um policial, quando sai de casa, nas madrugadas, deixando suas famílias para trás, sem saber se volta. Tudo isso por você cidadão!”, escreveu.

E, apesar de reconhecer o avanço por que passou a Polícia Militar de Goiás (PMGO), ao longo dos seus 157 anos de fundação, Cabo Senna deixa evidente que, atualmente, o efetivo da PMGO não é suficiente para dar o atendimento esperado pela população do Estado. “Temos um efetivo de pouco mais de 11 mil homens, e uma lei que obriga a contratar até 2020 mais de mil homens, totalizando 30.500 combatentes, mas mesmo com o que é disponível, a PMGO produza até demais, inclusive superando a lacuna largada pelo Simve”, enfatizou.

O Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve) acabou, porque não tinha base constitucional, mas o Governo de Goiás, sabiamente, decidiu convocar 732 candidatos aprovados em concurso da Polícia Militar para integrar a corporação. Todos eles estavam no cadastro de reserva e vão ocupar os lugares dos oficiais do Simve, que foi extinto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No total, 2.064 candidatos fazem parte do cadastro de reserva da PMGO e mais da metade (1.332) seguirá aguardando novas chamadas.

Cabo Senna, ao exemplo do Tribunal de Justiça de Goiás, também defende a convocação dos aprovados no concurso realizado em 2012, até porque, segundo ele, foram chamados poucos candidatos. “A gente espera que a promessa do Governo de Goiás de fazer chamadas sucessivas para preenchimento do quantitativo seja realmente cumprida, porque a população goiana merece, sim, uma segurança de primeiro mundo”, colocou. Ele lembra que desses convocados haverá desistências, haja vista que “ser policial não é somente querer, tem que ter dom, sair de dentro essa vontade de servir e proteger o cidadão”.

Em seu artigo, Cabo Senna deixa claro que ser policial não é fácil. “É uma jornada ao inesperado todos os dias. Quando se pensa que a tranquilidade reina, repentinamente a paz é quebrada por anúncio de algum crime, daí o único socorro que irá atender será a PM. Trata-se da única instituição presente em todas as cidades do Estado de Goiás. O socorro tem número: 190! O número da agonia, da angústia… E nós estamos lá, mesmo com o risco da própria vida”, enfatiza. E acrescenta: “Apesar de tudo isso, o Governo de Goiás ainda tenta tirar direitos adquiridos da categoria”.

Cabo Senna defende a realização imediata do concurso anunciado com 2.500 vagas, sendo 1.500 vagas de soldado, além de um processo seletivo simplificado (PSS) para a contratação de 1.000 servidores temporários para a área administrativa da corporação. “A sociedade, que grita e chora por segurança, tem que se manifestar organizadamente. Não basta só os militares pedirem por socorro. Contamos, portanto, com a população goiana de modo geral em nossa luta por melhores condições de trabalho para policiais militares que fazem a segurança nas ruas da cidade. Precisamos ter Segurança para dar segurança para quem precisa”, concluiu.

 

(João Nascimento, jornalista e presidente eleito do Clube dos Repórteres Políticos de Goiás)

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