Economia

Queda do PIB não foi surpresa para o governo

Redação DM

Publicado em 1 de dezembro de 2015 às 00:50 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – A queda histórica do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) no terceiro trimestre de 2015, de 1,7% em relação aos três meses anteriores, não surpreendeu a equipe econômica. Embora o número tenha ficado acima da média das expectativas do mercado, técnicos do governo lembraram que o resultado não ficou muito longe das projeções.

Segundo um integrante da equipe econômica, um fator de preocupação foi o fato de os setores de bens de capital, automotivo e eletroeletrônico estarem entre as maiores quedas observadas no período. Isso porque o governo vem sofrendo pressões do setor siderúrgico para elevar as alíquotas do imposto de importação do aço, o que vai afetar ainda mais os custos de quem depende dessa matéria-prima. Segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE, a indústria de transformação levou um tombo de 11,3%, influenciada pela redução na produção de máquinas, equipamentos, veículos, produtos eletroeletrônicos e de material de informática.

— É preocupante que esses produtos estejam entre as maiores quedas porque serão os que mais sofrerão aumentos de custos caso haja aumento da alíquota de importação do aço _ disse o técnico.

Ele ressaltou que um fator positivo foi a revisão anunciada pelo IBGE de 4% para 5,4% do crescimento da agricultura no primeiro trimestre deste ano em relação a 2014:

— Tudo isso foi puxado por ganhos de produtividade, comprovando o dinamismo e o empreendedorismo do setor.

Nenhum ministro da área econômica comentou os resultados até agora.

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