Dilma descarta invocar cláusula democrática do Mercosul contra a Venezuela
Redação DM
Publicado em 30 de novembro de 2015 às 04:30 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira não ter causas para sustentar o recurso à chamada cláusula democrática do Mercosul que permitiria a exclusão da Venezuela do bloco. O presidente eleito na Argentina, Mauricio Macri, promete invocar a medida assim que assumir o cargo.
— A cláusula democrática já existe no Mercosul, mas requer fatos determinados. Ela não pode ser usada com base em hipóteses — criticou, sem entrar em detalhes sobre os motivos que levariam à legitimidade do processo.
Dilma lembrou que a cláusula foi invocada em 2012 para suspender o Paraguai após a deposição do presidente Fernando Lugo.
— Uma medida assim tem que se basear em fatos consolidados, não de forma genérica.
Aliada do governo de Nicolás Maduro, Dilma teve sua primeira crítica aberta à Venezuela quando o Itamaraty pediu nesta semana proteção a opositores e condenou o assassinato do dirigente opositor Luis Manuel Díaz.
A próxima reunião do Mercosul ocorre no dia 21, 11 dias após a posse de Macri.
— Acho que a cláusula democrática corresponde à Venezuela pelos abusos que está cometendo, a perseguição de seus opositores e da liberdade de expressão — afirmou o novo chefe de Estado argentino.