Rajoy, Cameron e Valls se somam a apelo por democracia na Venezuela
Redação DM
Publicado em 30 de novembro de 2015 às 02:55 | Atualizado há 11 anosRIO – Líderes e ex-chefes de Estado mundiais fizeram um apelo para que a Venezuela respeite o processo democrático para as eleições legislativas dessa semana e garanta liberdades no país. Além dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Ricardo Lagos (Chile) e Felipe González (Espanha), subscrevem em carta Mariano Rajoy (atual presidente de governo espanhol), Manuel Valls (premier da França) e David Cameron (premier britânico).
No comunicado, intitulado “Venezuela grita ‘liberdade’”, os signatários argumentam que a separação de poderes é “inerente ao nascimento de uma democracia”.
“A independência da Justiça, a liberdade de opinião e expressão e o respeito ao sufrágio universal também estão ligados indissociavelmente à cultura política ocidental e de toda a América Latina”, dizem, ressaltando que a Constituição venezuelana prevê a dissociação dos poderes.
O grupo argumenta que “não se deve ser vítimas de perseguições, hostilidades e prisões simplesmente por se opor pacificamente a um governo em exercício”, além de ser alvo de condenações sem processos judiciais consistentes.
As manifestações nacionais de 2014 também são ponto de reflexão para os líderes, que afirmam que muitos opositores, estudantes e dirigentes políticos foram presos arbitrariamente, e que alguns chegaram a morrer. Eles voltam a apelar pela liberdade imediata de líderes opositores, como Leopoldo López, Daniel Ceballos e Antonio Ledezma.
“Encarcerar um democrata é trair a democracia”, pedem.
Frente às eleições do próximo domingo, o grupo faz um apelo contra as inabilitações de candidatos por parte do Conselho Eleitoral, além de solicitarem que o governo de Nicolás Maduro que aceite a presença de observadores internacionais para assegurar um pleito independente e livre de fraudes.
“O presidente Maduro é a garantia da Constituição. Deve assegurar a celebração de eleições verdadeiramente livres, transparentes e em paz. E deverá respeitar o resultado. É uma condição essencial para a convivência pacífica do povo venezuelano”, apelam. “Não podemos ser indifirentes às legítimas reclamações da oposição democrática. Não dizer nada é tomar partido. São valores universais que devemos defender.”