Esportes

Seleção brasileira de canoagem fica sem barcos na volta para casa

Redação DM

Publicado em 28 de novembro de 2015 às 06:05 | Atualizado há 11 anos

A seleção brasileira masculina de canoagem passou toda esta semana treinando na Lagoa Rodrigo de Freitas, local da prova olímpica da modalidade na Rio-2016. Neste sábado, eles voltam de carro para Lagoa Santa (MG), onde os selecionados se concentram e treinam. Apesar dos treinos terem sido um excelente aprendizado, a viagem de 480km será feita com desapontamento já que a opção pelo veículo terrestre só foi feita porque a Confederação Brasileira de Canoagem (CBG) prometera entregar os três novos barcos de treino na cidade carioca.

— Poderíamos ter vindo de avião. Mas optamos em vir de carro para buscar os barcos novos. A confederação disse que nos entregariam no Rio. Então, viemos de carro, para colocar os barcos em cima do capô e voltar direto pra Lagoa Santa. Não temos mais tempo a perder até os Jogos. Mas quando chegamos aqui a confederação não soube nos dizer onde estão os barcos. Vamos voltar sem nada — disse o técnico espanhol Jesús Morlán, da seleção brasileira.

Inicialmente, a expectativa é que a seleção pudesse treinar um dia com os barcos no Rio ou, pelo menos, já levá-los para Minas Gerais. No entanto, só o que se sabe é que os barcos importados chegaram ao Brasil no início da semana por Santos (SP).

Durante a viagem até o Brasil, a seleção conseguia monitorar onde os barcos estavam. Mas as embarcações sumiram do mapa justamente quando cruzaram a fronteira tupiniquim. A CBG , que antes garantira que o material seria entregue no Rio, não soube responder a treinadores e atletas aonde estão as embarcações. Procuradas pela reportagem para informar quando e onde o material seria entregue, a entidade também não soube responder.

Inicialmente, a opção de vir de carro e perder horas importantes de treino fez sentido, pois agilizaria o processo de recepção dos barcos. Mas se tornou m calvário após a falta de um posicionamento eficiente da CBG. Além do desgaste de quase sete horas de viagem, a seleção também ficou exposta aos perigos da estrada. Vale lembrar que a promessa de medalha olímpica Isaquias Queiroz capotou de carro em setembro passado ao dormir no volante na BR-101. Felizmente, o acidente não teve consequências graves.

Embora seja em menor proporção, este não é o primeiro desentendimento entre atletas e treinadores com os dirigentes da CBG. O ponto alto da falta de acordo aconteceu no início de setembro, quando a seleção se recusou a participar do evento-teste na Lagoa. As duas principais queixas para o boicote eram: a falta pagamento de salários por parte do BNDES (patrocinador da CBG); e as condições de hospedagem na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), na Urca.

— Esses problemas do evento-teste já foram solucionados — garante Isaquias Queiroz.

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