Cotidiano

Alemanha prende suspeito de vender armas para terroristas de Paris

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 10:10 | Atualizado há 11 anos

BERLIM – Procuradores da cidade alemã de Stuttgart confirmaram nesta sexta-feira que prenderam um homem de 34 anos de idade por suspeita de tráfico de armas, mas se negaram a comentar sobre um relato de que ele teria fornecido quatro armas para os militantes por trás dos ataques em Paris.

— Posso confirmar que um homem está em custódia por suspeita de tráfico de armas — disse um porta-voz do procurador do Estado de Baden-Wuerttemberg à Reuters, acrescentando que a prisão foi feita na terça-feira.

Mais cedo nesta sexta-feira, o jornal alemão Bild noticiou que o homem era suspeito de ter vendido quatro armas aos militantes que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro. O jornal relatou que quatro armas — duas AK-47 fabricadas na China e duas Zasatva M70 fabricadas na ex-Iugoslávia — foram vendidas online pelo homem em 7 de novembro para um comprador de “descendência árabe”.

Quatro e-mails encontrados no celular do homem indicaram que ele estava em contato com um “árabe em Paris”, relatou o jornal. O Bild acrescentou que procuradores franceses acreditam que as armas foram usadas nos ataques na capital francesa.

LIBERADOS EM BERLIM

Também nesta sexta-feira, a polícia de Berlim informou que soltou dois homens suspeitos de planejar um ataque terrorista que foram presos na noite de quinta-feira após operação de busca em um centro cultural islâmico na capital alemã. Um carro que seria de um deles foi encontrado com um pacote suspeito, e a área ao redor foi isolada.

O jornal alemão “Tagesspiegel”, disse que os homens, da Síria e da Tunísia, têm ligações com o Estado Islâmico, e supostamente arquitetavam um ataque na cidade de Dortmund. No entanto, Ralf Jaeger, ministro do Interior da região da Renânia do Norte-Vestfália, onde fica Dortmund, afirmou ao jornal local “Ruhr Nachrichten que não havia indícios concretos de atentados planejados.

O gabinete da Procuradoria de Berlim, responsável pela investigação, não comentou a informação. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou na quarta-feira que o nível de ameaça à segurança do país se mantém elevado após os ataques de Paris em 13 de novembro, que deixaram 130 pessoas mortas.

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