Obama pede compaixão com imigrantes após visita a refugiados na Malásia
Redação DM
Publicado em 21 de novembro de 2015 às 09:21 | Atualizado há 11 anosKUALA LUMPUR — Durante uma visita a um centro de refugiados na Malásia, Barack Obama pediu mais compaixão de seu país para conter a crise migratória global, no mesmo momento em que os republicanos tentam frear a entrada de refugiados sírios nos EUA. O presidente americano destacou que os rostos das crianças na Fundação Dignidade em Kuala Lumpur tinham a mesma cara de meninos sírios e iraquianos, ou de outras regiões de guerra.
— A ideia de que temos ter medo deles, de que nossa política não nos deixe olhar para essa situação difícil, não reflete o melhor de nós.
O local abriga, em sua maioria, crianças muçulmanas da etnia rohingyas que fugiram de perseguições no Mianmar. Mas Obama disse que eles poderiam passar facilmente por americanos.
— É impossível distingui-los de qualquer criança americana — disse Obama, tentando por um rosto humano à crise de refugiados.
A visita de Obama ocorre uma semana depois dos ataques realizados por jihadista do Estado Islâmico em Paris, que reacenderam o debate sobre o acolhimento de mais de dez mil refugiados sírios nos Estados Unidos no próximo ano. Os parlamentares americanos pediram para o presidente suspender o programa, citando preocupações de que poderia levar à infiltração de extremistas ao país. Além disso, os republicanos apontam que os abrigados poderiam planejar atentados parecidos com os da capital francesa.
Obama, no entanto, insistiu que o processo para seleção dos refugiados era rigoroso e ressaltou que o país não tomou as decisões baseado em histeria ou em um risco exagerado.