O que O Globo sabe até o momento sobre os atentados de Paris
Redação DM
Publicado em 19 de novembro de 2015 às 10:01 | Atualizado há 11 anosO homem apontado como o mentor dos ataques, o belga Abdelhamid Abaaoud, foi morto em uma batida policial, informou nesta quinta-feira a procuradoria francesa. A megaoperação de caça a suspeitos no dia anterior em Saint-Denis terminou com sete presos e dois mortos, Abaaoud e sua prima Hasna Aitboulahcen, uma mulher-bomba.
– Mentor foi morto:
O Parlamento francês aprovou nesta quinta-feira a prorrogação do estado de emergência por três meses, atendendo ao apelo do presidente François Hollande.
– Estado de emergência prolongado:
O primeiro-ministro Manuel Valls alertou para o risco de atentados com “armas químicas ou bacteriológicas. “Não podemos descartar nada. Digo com toda a precaução necessária”, afirmou Valls aos parlamentares.
– Risco de ataques químicos:
A polícia belga realizou nesta quinta-feira seis operações atrás de pessoas ligadas a Bilal Hadfi, um dos homens que se explodiu perto do estádio Stade de France. A Bélgica, que está no centro das investigações sobre e de onde vieram três dos agressores, vai investir mais 400 milhões de euros (U$ 426,5 milhões ou R$ 1,6 bilhão) no combate à violência extremista.
– Caçada na Bélgica:
Após um alerta de bomba, um avião que viajava da Polônia para o Egito fez um pouso de emergência em Burgas, Leste da Bulgária. Os 161 passageiros foram retirados e as forças de segurança iniciaram uma inspeção na aeronave, que viajava de Varsóvia a Hurghada, às margens do Mar Vermelho. O passageiro que provocou o alerta foi interrogado.
– Pouso de emergência:
Diversos agressores que planejavam detonar múltiplos explosivos no estádio de futebol de Hanover, na noite de terça-feira, também pretendiam realizar um atentado no Centro da cidade. A chanceler alemã, Angela Merkel, que iria ao jogo, confirmou a ameaça e elogiou a ação da polícia que retirou todo mundo do estádio. Na terça-feira, os agentes alemães informaram sobre a prisão de sete pessoas ligada aos ataques.
– Ameaças na Alemanha:
O prefeito Bill de Blasio afirmou que não há nenhuma ameaça específica e crível contra a cidade, apesar da divulgação de um novo vídeo em contas de redes sociais afiliadas ao Estado Islâmico sugerindo que NY poderia ser um alvo potencial de ataques como os de Paris.
– NY descarta ameaças:
O conflito entre França e Estado Islâmico extrapolou os confrontos armados e chegou à internet. Após o grupo Anonymous declarar “guerra” aos extremistas, agora foi a vez do “Telegram” anunciar que irá bloquear 78 canais, em 12 idiomas, utilizados pelo grupo para recrutar seguidores. A rede social, que se assemelha ao WhatsApp, tem base em Berlim e permite o compartilhamento rápido e seguro de vídeos, áudios e fotos.
– ‘Telegram’ bloqueia EI:
A vida ainda não está normal em Paris, mas os parisienses resistem. Após a clássica “Faça amor, não guerra”, a frase do momento em Paris é “Todos ao bistrô”, ou ainda “Je suis en terrasse” (‘Eu estou na varanda’, em tradução livre), em alusão à ocupação dos espaços públicos e as emblemáticas calçadas da cidade. Algumas iniciativas incentivam os parisienses e quem mais estiver por lá a sair pelas ruas, voltar aos cafés, bares e restaurantes
– Reação parisiense:
Os investigadores resumem o esquema por trás dos atentados coordenados em Paris como uma organização sofisticada com forte apoio logístico, que teria como mentor o belga Abdelhamid Abaaoud. Até agora, as informações constam que sete terroristas envolvidos diretamente nos ataques morreram: Bilal Hadfi, Amimou Samy, Ismael Omar Mostefai, Brahin Abdeslam e mais três que não foram identificados. Além deles, a polícia acredita que Salah Abdeslan, foragido, realizou ataques nas ruas da capital francesa. E na terça-feira, uma fonte policial informou ao “Le Figaro” que há um nono suspeito que estaria vivo.
– Terroristas identificados: