Mesmo com crise, Brasil segue como 2º país mais rentável para o Santander
Redação DM
Publicado em 19 de novembro de 2015 às 05:30 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – O Brasil continua sendo o segundo país mais importante para o Santander em termos de rentabilidade, disse a presidenta mundial do Grupo Santander, Ana Botín. Mesmo com a retração da economia brasileira este ano, que deve ser superior a 3%, segundo estimativas do boletim Focus, do Banco Central, o Brasil só perde para a operação do Reino Unido e supera até mesmo a Espanha, sede do grupo. Botín esteve em São Paulo nesta quinta-feira participando da entrega dos prêmio Santander Universidades, que premia iniciativas nas categorias empreendedorismo, ciência e inovação, universidade solidária e guida do estudante.
– O banco Santander tem investido no Brasil há muitos anos e em 2014 aumentamos nosso investimento. Haverá momentos melhores e piores, mas confiamos que o Brasil vai crescer de maneira sustentável e estamos tranquilos. O Brasil é um país de enorme importância para o banco e para mim – disse Botín.
No terceiro trimestre deste ano, o Santander, que é o terceiro maior banco privado do país, teve um lucro líquido de R$ 1,266 bilhão, um salto de 135,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro havia sido de R$ 537 milhões. A principal fonte de receita do banco foi a margem financeira bruta, que cresceu 9,3% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior e totalizou R$ 7,6 bilhões no trimestre. Na margem financeira bruta estão incluídos ganhos com crédito, depósitos, operações financeiras, tesouraria, entre outros ganhos.
Mesmo com a desvalorização do real, a participação do Brasil no lucro global da instituição foi de 19%, enquanto o Reino Unido respondeu por 22%. O lucro global do Grupo Santander nos nove primeiros meses do ano ficou em 5,1 bilhões de euros frente aos 4,3 bilhões de euros na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No Brasil, o Santander tem 15 milhões de clientes e sua estratégia, segundo a presidente, é fidelizar o maior número de correntistas. Ana Botín afirmou também que o Santander continuará analisando oportunidades de compra de instituições no Brasil, assim como fez com o HSBC Brasil. Mas disse que, agora, o banco aposta no crescimento orgânico no país.
– Vemos muito potencial de crescimento orgânico, sem compras. Estamos apostando em melhorar o serviço oferecido ao cliente e vamos investir em tecnologia e no modelo digital – disse.
Na disputa pelo banco britânico, em agosto passado, o Bradesco fez a proposta financeira mais elevada (R$ 17,6 bilhões) e acabou vencendo a instituição espanhola.