Economia

Aeronáutica não consegue extrair dados do gravador de voz do avião do Bradesco

Redação DM

Publicado em 19 de novembro de 2015 às 03:45 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – A Aeronáutica informou não conseguiu extrair os dados do gravador de voz (Cockpit Voice Recorder-CVR) da aeronave Cessna 650 (prefixo PT-WQH), de propriedade do Bradesco, que caiu na semana passada, na divisa de Minas Gerais e Goiás. Segundo nota distribuída pelo centro de comunicação da Força Aérea, o equipamento foi danificado pelo fogo com a queda do avião. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está em contato com o fabricante do equipamento nos Estados Unidos, na tentativa de recuperar a gravação do diálogo dos pilotos na cabine durante o voo – o que pode auxiliar as investigações sobre a causa do acidente.

“Os técnicos do Laboratório de Leitura e Análise de Gravadores de Voo (LABDATA) concluíram que a placa dos chips de memória – nos quais são armazenados os dados de voz – sofreu exposição térmica acima dos limites de fabricação do equipamento, por causa do fogo no local do acidente. Em função disso, será necessário recorrer ao fabricante, que possui recursos adicionais para atuar nesses casos”, diz a nota da Aeronáutica, acrescentando:

“O CENIPA está em coordenação com a empresa fabricante do gravador de voz, L-3 Aviation Recorders, com sede nos Estados Unidos, que dará o suporte técnico necessário à tentativa de extração de dados. Todo o processo será acompanhado por um investigador do CENIPA”.

Morreram no acidente dois executivos do Bradesco, o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi e presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio Condurú de Oliveira. O comandante da aeronave, Ivan Morenilla Vallim e o copiloto, Francisco Henrique Tofoli Pinto, também morreram.

O avião decolou de Brasília rumo a São Paulo às 18h39 do dia 10 de novembro e desapareceu do radar do centro de controle de Brasília às 19h04. Segundo fontes, a aeronave estava em procedimento de subida, ainda não tinha atingido o nível Cruzeiro, quando começou a cair rapidamente. Os pilotos não relataram aos controladores problemas no aparelho durante o voo.

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