Cotidiano

Cunha diz que vai decidir com Renan sobre permanência de acampamento

Redação DM

Publicado em 18 de novembro de 2015 às 05:15 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDN-RJ), disse nesta quarta-feira que vai procurar saber o que aconteceu na confusão envolvendo manifestantes pró e contra Dilma nos gramados próximos ao Congresso antes de tomar a decisão de retirar ou não o acampamento de barracas em frente ao espelho d’água. Segundo Cunha, há provocações de lado a lado e ele não tem ainda elementos para saber que atitude tomar. O deputado disse que vai conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o ocorrido.

Hoje, ocorreu novo confronto em frente ao Congresso, desta vez entre manifestantes da Marcha das Mulheres Negras e manifestantes contrários à presidente Dilma Rousseff que defendem a intervenção militar e social. Ao menos dois manifestantes foram presos.

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Cunha disse ter sido informado das prisões e que, assim como fez com os manifestantes que estavam acorrentados no Salão Verde quando a situação fugiu ao controle, pode determinar a retirada dos mesmos.

— Tem que ver o que aconteceu, vou conversar com ele (Renan). Agora, tem milícias aí se provocando mutuamente. Autorizei a permanência dele (do acampamento dos manifestantes contrários à Dilma), dentro de determinadas condições. Se outro grupo também fizesse manifestação, teria o mesmo espaço. Não restringi a eles não. É claro que a gente não concorda com essas provocações, nem das feitas e nem as reações, algo tem que ser feito. É óbvio que, em última instância, vou preservar a integridade, como preservei no salão verde na hora que senti que passou do limite — disse Cunha.

Sobre os tiros disparados, Cunha afirmou:

— Se aconteceu tiros e as pessoas foram presas, já houve a punição. Teve policial preso de Brasília, fazendo filmagem significa pela informação que tive, algum serviço de inteligência. Foi levado para a corregedoria do DF, precisa ver a serviço de quem ele estava.

Indagado se a permanência dos manifestantes em barracas, no gramado do Congresso, não provocava esse tipo de confronto entre os grupos pró-Dilma e contra Dilma, o presidente disse que quer ter uma posição uniforme sobre esse tipo de situação. Cunha disse que a pessoa que tentou invadir o Congresso, em manifestação ocorrida na segunda-feira passada, não foi um dos manifestantes acampados.

— Tivemos várias situações aqui, índios acampando. Quero ter uma posição uniforme, que não seja sectária nem de um lado e nem do outro, quando afeta a ordem, a gente intervem. Não vou admitir a falta de ordem, mas o episódio de hoje é estranho e quero ter as informações primeiro.

Mais cedo, Renan disse que a decisão sobre a retirada dos manifestantes em frente ao Congresso deve ser tomada em conjunto com a Câmara. Vários parlamentares pediram que fossem tomadas providências para evitar novos confrontos.

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