Cotidiano

Operação ‘Arca de Noé’ tenta salvar peixes do Rio Doce no Espírito Santo

Redação DM

Publicado em 12 de novembro de 2015 às 06:16 | Atualizado há 11 anos

RIO — Após a tragédia ocorrida em Minas Gerais com o rompimento das barragens de rejeitos de mineração no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), uma operação batizada de “Arca de Noé” terá início na noite desta quinta-feira para evitar a morte de espécies de peixes no Rio Doce. A previsão é de que a lama, originada no acidente, chegue ao município de Colatina (ES) neste sábado. Sem a iniciativa, a estimativa é que 100% das espécies que habitam o leito do rio morram, de acordo com nota da Ministério Público Federal no Espírito Santo.

A ação é uma iniciativa conjunta do Ministério Público Federal (MPF/ES) e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), em parceria com as entidades ambientais, poder público e Associação de Pescadores do município de Colatina.

Como medida emergencial, todos os peixes encontrados serão retiradas do Rio Doce. Eles serão, a princípio, alocados nas lagoas da Cobra Verde, em Colatina, e na do Limão, em Linhares. Também estão sendo sondados locais próximos à hidrelétrica de Mascarenhas, em Baixo Guandu.

“Como ainda não há uma análise completa da presença de metais pesados na água do Rio Doce, não há certeza de que os peixes estão ou não contaminados. Além disso, os órgãos ambientais não autorizaram a pesca indiscriminada, tendo ficado permitidos apenas o resgate e a soltura dos animais em locais predeterminados.”, diz trecho da nota no site do MPF.

A Samarco, empresa responsável pelas barragens, está prestando apoio para operacionalizar a ação. A empresa, até o momento, já está oferecendo suprimentos para captura e transporte dos peixes, de acordo com o MPF.

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