Maduro culpa imperialismo por prisão de sobrinhos acusados de narcotráfico
Redação DM
Publicado em 12 de novembro de 2015 às 01:05 | Atualizado há 11 anosCARACAS — A justiça americana indiciou os dois sobrinhos da mulher de Nicolás Maduro por conspirar para contrabandear cocaína, um dia depois de serem presos no Haiti e levados aos Estados Unidos. Pelo Twitter, o presidente venezuelano criticou o que chamou de ataques e emboscadas imperialistas, em aparente menção ao caso. A detenção de Efraim Campos Flores (criado por Cilia e pelo presidente) e Francisco Flores, a poucas semanas das eleições de dezembro, pode agravar as relações já tensas entre os EUA e a Venezuela e reforça as acusações americanas de tráfico nos níveis mais altos do governo de Maduro.
“A nação irá seguir seu curso”, escreveu Maduro no Twitter, antes de um esperado discurso a órgão de direitos humanos da ONU em Genebra. “Nem ataques nem emboscadas imperialistas podem afetar o povo dos libertadores”, acrescentou, no que parece ser a primeira referência pública do presidente da Venezuela à prisão dos familiares.
A detenção de Efraim Campos Flores (criado por Cilia e pelo presidente), de 29 anos, e Francisco Flores, de 30 anos, ocorre a poucas semanas das eleições de dezembro, pode agravar as relações já tensas entre os EUA e a Venezuela e reforça as acusações americanas de tráfico nos níveis mais altos do governo de Maduro.
“A nação irá seguir seu curso”, escreveu Maduro no Twitter, antes de um esperado discurso a órgão de direitos humanos da ONU em Genebra. “Nem ataques nem emboscadas imperialistas podem afetar o povo dos libertadores”, acrescentou, no que parece ser a primeira referência pública do presidente da Venezuela à prisão dos familiares.
Uma dia depois do caso que repercutiu no mundo todo, os dois sobrinhos da primeira-dama se apresentam nesta quinta-feira diante de uma corte americana. Eles serão acusados de conspirar para contrabandear 800 quilos de cocaína aos EUA.
A prisão foi coordenada pela agência antidrogas americana (DEA) e, em seguida, a dupla foi levada para Nova York. De acordo com o jornal “The Wall Street Journal”, Campo Flores se identificou no voo para os EUA como filho adotivo de Maduro. O jovem tem uma relação muito próxima com o presidente venezuelano e sua esposa, por quem foram criados depois morte de sua mãe.
O governo venezuelano se recusou a comentar o assunto, que pode ser abordado por Maduro em um discurso diante do principal organismo de direitos humanos das Nações Unidas, nesta quinta-feira em Genebra. A prisão pode manchar a imagem do presidente pouco antes das eleições de seis de dezembro, apontada como uma das mais difíceis para o Partido Socialista. A grande questão agora é saber se o PSUV usará o caso como uma arma política para acusar os EUA de se intrometerem nos assuntos internos do país.
O Departamento de Estado americano aponta que mais da metade da cocaína produzida na vizinha Colômbia é traficada através da Venezuela para os mercados da Europa e dos Estados Unidos. Membros importante do governo são Maduro nega essas acusações e considera que há uma campanha de difamação contra o Partido Socialista.