Em depoimento, Fernando Baiano nega relação com qualquer partido
Redação DM
Publicado em 11 de novembro de 2015 às 05:50 | Atualizado há 11 anosCURITIBA — Um dia depois de ser novamente acusado de ser o operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, o lobista Fernando Soares, o Baiano, negou relação com qualquer partido. Sérgio Riera, advogado do lobista, disse que que seu cliente pôde, pela primeira vez, nesta quarta-feira, dar sua versão dos fatos.
— Ele pôde explicar que não é e nunca foi operador de partido algum. Nunca fez transferência direta para nenhum político.
Baiano diz que operava para o diretor a Petrobras Paulo Roberto Costa. E foi justamente .
Segundo Riera, Baiano afirmou que Costa lhe informava a quantia e a origem dos depósitos que entravam em suas contas. Segundo ele, Costa lhe informou sobre depóitos da Andrade Gutierrez e de outras empreiteiras.
Baiano também confirmou, segundo ele, que foi procurado pelo doleiro Alberto Youssef para que fosse repassado R$ 1,5 milhão para a campanha de 2010 do senador Valdir Raupp ( PMDB-RO).
Baiano disse que confirmou o pedido com Costa, mas que não fez o repasse, apenas ficou sabendo depois que a doação de fato ocorreu. Riera disse que Baiano reafirmou que não tem como identificar a origem dos depósitos feitos em suas contas no exterior, pois vinham de offshores.
— Ele apenas conferia o valor.