Cotidiano

Suu Kyi: Eleições no Miamar não foram justas, mas em grande parte livres

Redação DM

Publicado em 10 de novembro de 2015 às 08:25 | Atualizado há 11 anos

YANGON — Enquanto a apuração das urnas em Mianmar confirmam a vitória do do partido da opositora Aung San Suu Kyi, ela se mostrou confiante de que sua legenda ganhou uma maioria parlamentar e afirmou que os tempos mudaram no país. A Nobel da Paz denunciou irregularidades no pleito, visto como o mais democrático em 25 anos, mas ressaltou que a votação foi em grande parte livre. Já s observadores europeus classificaram o pleito como confiável e transparente.

— Os tempos mudaram, as pessoas mudaram — disse ela em entrevista à BBC. — Acho que as pessoas estão muito mais politizadas agora do que antes. E não apenas em 1990, mas muito mais politizadas do que eram em 2012, quando fizemos campanha, e muito mais alerta para o que acontece ao redor.

Na Câmara Baixa do Parlamento, os partidários de Suu Kyi apontam que conquistaram mais de dois terços dos assentos. Os primeiros resultados, referentes a 54 das 323 cadeiras em disputa, indicam que a Liga Nacional para a Democracia (LND) conquistou 49 e o partido no poder, o USPD, apenas três.

Mesmo diante da expectativa de vitória, Suu Kyi pediu paciência aos simpatizantes quanto ao resultado das eleições que abrem o caminho para uma mudança histórica no país. Ela participa há décadas da dissidência no país e passou mais de 15 anos em prisão domiciliar,

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