Levy reclama a senadores dos protestos dos caminhoneiros
Redação DM
Publicado em 10 de novembro de 2015 às 05:15 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – Pressionado, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu nesta terça-feira com senadores do PR, PTB, PSC e PRB, do Bloco União e Força, para fazer um apelo pela aprovação das medidas do ajuste fiscal ainda em 2015. Aos senadores, Levy disse que a economia vai melhorar a partir de fevereiro e reclamou ainda de movimentos como a greve dos caminhoneiros. Na visão do ministros, movimentos como esse dificultam ainda mais o ajuste.
Levy ressaltou que o Congresso precisava dar um voto de confiança neste sentido. Levy pediu a aprovação da CPMF e do projeto de repatriação de recursos ilegais que estão no exterior.
O líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), disse a Levy que a CPMF não deve ser aprovada e que há ceticismo quanto à melhora da economia. No caso da repatriação, houve reclamação com a demora de a Câmara em votar o projeto. Na reunião de líderes do Senado, Blairo Maggi disse que, se a Câmara não votar a repatriação nesta quarta-feira, o Senado retomará a votação do projeto original. Para viabilizar a votação na Câmara, o vice-líder do governo na Casa, deputado Hugo Leal (PROS-RJ), está negociando a retomada do texto original que tratava de crimes e evasão de divisas.
Como o governo está com problemas de arrecadação, até a legalização dos jogos foi comentada na reunião-almoço. Blairo Maggi é relator do projeto sobre o assunto e apresentará seu parecer na próxima semana.
— Estamos muito céticos e dissemos isso ao ministro. O problema é como sair lá do outro lado. O ministro disse que a política, a economia vão estar melhores em fevereiro, depois do Carnaval. Acho difícil. Ele disse ainda que movimentos como o dos caminhoneiros podem dificultar o ajuste — disse Blairo Maggi.
No caso dos jogos, o senador disse que haverá a legalização dos jogos de azar e ainda dos cassinos. A ideia é permitir a abertura de cassinos em alguns estados e não em todos. Em termos de arrecadação, as estimativas variam de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões, segundo o senador.
VICIADO NO CELULAR
Conhecidamente workaholic, Levy não consegue ficar longe do aparelho celular. Não mais do que dez minutos após o início da cerimônia de posse de Valter Shuenquener de Araújo como conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM), no fim da tarde desta terça-feira, da qual Levy fazia parte da mesa de honra, o ministro retirou do bolso o telefone. Olhou, respondeu, guardou. O fez uma segunda vez, balançou a cabeça, colocou novamente o celular no bolso interno do terno. E uma terceira, quando então desistiu de guardar o celular e o deixou em cima da mesa, livre para responder as mensagens.