Goiânia se destaca com menor variação inflacionária na cesta básica (3,16%)
Redação DM
Publicado em 5 de novembro de 2015 às 18:08 | Atualizado há 1 ano
Apesar da inflação de 0,66% em Setembro no Estado de Goiás, o valor dos 12 itens que compõem a cesta básica, em Goiânia, caiu 0,37%, em relação a agosto, passando a custar R$ 286,58, o correspondente a 36,37% do salário mínimo no Brasil.
Em setembro, no custo da cesta básica em Goiânia, tiveram alta a carne bovina, leite, feijão, arroz, farinhas/massas, café e açúcar. Legumes, tubérculos, margarina, óleo e frutas apresentaram queda, enquanto o preço do pão permaneceu estável.
Entenda os valores
Em outubro, apenas três produtos tiveram variações negativas em Goiânia: batata (-7,82%), tomate (-7,76%) e banana prata (-5,25). Outros nove itens tiveram aumento de preço: óleo de soja (4,35%), açúcar cristal (4,03%), feijão carioquinha (2,86%), arroz agulhinha (2,49%), café em pó (2,43%), manteiga (1,65%), leite in natura integral (1,42%), pão francês (1,25%), carne bovina (0,67%) e o preço da farinha de trigo estabilizou-se.
Nos últimos 12 meses, dez produtos acumularam altas, entre estes, a batata (54,48%), feijão carioquinha (29,85%), carne bovina (15,16%) e açúcar cristal (9,15%), estes produtos tiveram elevações superiores à variação média do preço da cesta básica. Os outros seis itens registraram elevações inferiores à média: café em pó (6,66%), arroz agulhinha (6,47%), banana prata (1,72%), pão francês (1,14%), manteiga (1,02%) e óleo de soja (0,76%). Verificou-se retrações no preço do tomate (-15,18%), farinha de trigo (-3,39%) e leite integral (-2,05%).
O trabalhador goiano cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir, em outubro, jornada de 86 horas e 45 minutos para conseguir comprar os itens da cesta básica, ligeiramente menor do que as 86 horas 53 minutos registradas em setembro. Em outubro de 2014, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta foi de 87 horas e 21 minutos.
Em outubro, o custo da cesta em Goiânia comprometeu 42,86% do salário mínimo líquido, isto é, após os descontos previdenciários. Em setembro, o percentual exigido era de 42,93%. Em outubro do ano passado, a parcela necessária para compra dos gêneros alimentícios correspondeu a 43,16%.
Variações acumuladas
Em 12 meses, entre novembro de 2014 e outubro de 2015, as 18 cidades pesquisadas pelo DIEESE acumularam alta no preço da cesta. As variações ficaram entre 6,02%, em Recife, e 21,50%, em Aracaju.
Também nos 10 primeiros meses de 2015, todas as cidades apresentaram aumento. Destacam-se as elevações registradas em Aracaju (15,13%), Salvador (11,21%) e Curitiba (10,79%). Goiânia se destaca com a menor variação (3,16%), seguida por Recife (3,98%).
Cesta x Salário mínimo
Em outubro de 2015, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 92 horas e 36 minutos, ligeiramente menor do que o tempo de trabalho calculado para setembro, de 92 horas e 41 minutos. Em outubro de 2014, a jornada exigida era de 91 horas e 05 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em outubro deste ano, 45,75% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em setembro, demandavam 45,79%. Em outubro de 2014, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 45,00%.
Salário Ideal
De acordo com a determinação constitucional que estabelece que, o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor mínimo necessário. Em outubro de 2015, este valor mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.210,28.
Em outubro com o salário mínimo fixado em R$ 788,00, seria necessário que este valor fosse multiplicado por 4,07, para suprir as necessidades básicas de uma família. Em Setembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.240,27, ou 4,11 vezes o piso vigente. Em outubro do ano passado, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.967,07, ou 4,10 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).
Neste mês, entre as 18 capitais onde o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, metade apresentou aumento do valor do conjunto de bens alimentícios básicos e a outra metade, redução. As maiores altas ocorreram em Brasília (2,10%), Natal (0,97%) e Aracaju (0,93%). Já as quedas mais expressivas foram apuradas nas cidades do Sul – Curitiba (-1,85%), Porto Alegre (-1,27%) e Florianópolis (-1,21%).