Economia

Ministro e Dilma retomaram o diálogo e se reaproximaram na Turquia

Redação DM

Publicado em 17 de novembro de 2015 às 05:05 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Interlocutores da presidente da República informaram que Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conversaram durante a reunião do G-20 e conseguiram “falar a mesma língua”. O resultado desse diálogo foi o sinal dado nesta segunda-feira, quando .

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— Foi uma operação da reaproximação bem-sucedida — disse uma fonte do Palácio do Planalto.

Antes de embarcar para a Turquia, Levy havia reclamado dos ataques do PT para pessoas próximas e disse que só estava indo à reunião do G-20 para preservar a imagem do Brasil, indicando seu desconforto no cargo. No entanto, ao longo do fim de semana, o clima melhorou e isso foi atribuído por integrantes do governo à conversa do ministro com Dilma.

OPOSIÇÃO A MEIRELLES

Nessa conversa, Levy teria cobrado da presidente maior apoio para conseguir conduzir a economia e aprovar no Congresso as medidas do ajuste fiscal. Interlocutores do ministro da Fazenda asseguram que ele não quer deixar o cargo, mas também não quer ser abandonado, pois alega que, sem o apoio político necessário, sua credibilidade junto ao mercado e ao setor produtivo fica comprometida.

— Ele quer um apoio mais enfático — afirmou um integrante da equipe econômica.

Segundo assessores da presidente, , favorito do ex-presidente Lula, porque não gosta de Meirelles.

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DISCURSO PRÓ-CRESCIMENTO

Mas ela gostaria que Levy modificasse sua atuação à frente da equipe econômica, adotando um discurso mais enfático em relação à necessidade de o país voltar a crescer e apontando caminhos. Ela avalia que não é possível ficar apenas batendo na tecla do ajuste fiscal.

Os assessores afirmam ainda que Dilma não saiu em defesa do ministro na semana passada, quando cresceram os rumores de que ele deixaria o governo, porque não queria colocar mais combustível na polêmica. Eles avaliam que seria mais prejudicial para a imagem do ministro divulgar uma nota ou dar uma entrevista apenas para confirmar Levy no cargo. O G-20, por outro lado, foi visto como um palco adequado para tratar do assunto.

No domingo, Levy disse a jornalistas, em Antália (Turquia), cidade que sediou o encontro do G-20, que tinha o respaldo de Dilma e que ficaria no cargo “até segunda ordem”. Ele afirmou que o mais importante é aprovar medidas no Congresso que vão resolver a situação fiscal do país e permitir a retomada do crescimento.

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