Preço do petróleo chega perto de US$ 40 por barril
Redação DM
Publicado em 17 de novembro de 2015 às 04:25 | Atualizado há 11 anosOs fundos de cobertura — os chamados Hedge Fund — se tornaram mais pessimistas em relação ao petróleo após o preço do combustível se aproximar, pela primeira vez desde agosto, do patamar de US$ 40 por barril.
“Os especuladores continuam tentando encontrar o ponto mais baixo e continuam se queimando”, disse à “Bloomberg” Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research em Winchester, Massachusetts.
As apostas curtas dos gestores de recursos no petróleo West Texas Intermediate (WTI) aumentaram 21 % na última semana, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês). A posição líquida longa caiu 16 %. A divulgação dos números foi atrasada por causa do Dia dos Veteranos nos Estados Unidos, celebrado em 11 de novembro.
Os estoques de petróleo dos países desenvolvidos aumentaram para um nível recorde de quase três bilhões de barris por causa da grande oferta dos produtores, informou a Agência Internacional de Energia em um relatório, em 13 de novembro. O WTI atingiu o nível mais baixo desde agosto antes da divulgação da CFTC, na segunda-feira. Trinta e nove navios petroleiros estão aguardando perto de Galveston, no Texas. Em maio, eram trinta navios, de acordo com dados de monitoramento de embarcações compilados pela Bloomberg.
“Tem havido uma preocupação em relação ao excesso de oferta no mercado há algum tempo e isso foi fortalecido pelo relatório da AIE”, disse Lynch.
O West Texas Intermediate caiu 7,7 % no relatório da semana na Bolsa Mercantil de Nova York. Os futuros estavam em baixa de 1,1 %, cotado a US$ 41,28 o barril, às 8h33 desta terça-feira. Os preços chegaram a atingir US$ 40,06 nesta segunda-feira, nível mais baixo registrado desde 27 de agosto, antes de se recuperarem e fecharem a um patamar 2,5 % mais elevado.
PRODUÇÃO GLOBAL
Os estoques de petróleo aumentaram por causa da produção global maior, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A oferta de petróleo bruto dos EUA subiu para 487 milhões de barris até 6 de novembro, nível mais alto para essa época do ano desde 1930, informou, no dia 12 de novembro, a Administração de Informação de Energia.
“Nós acreditamos que os próximos meses serão bastante fracos”, disse Sarah Emerson, diretora-gerente da ESAI Energy, uma empresa de consultoria de Wakefield, Massachusetts. “O mercado está focado nos estoques. Os preços não deverão subir no ano que vem, a menos que tenhamos algum distúrbio”.
A posição líquida longa dos especuladores no WTI caiu 27.198 contratos, para 144.854 futuros e opções, maior declínio desde a semana que terminou em 21 de julho, mostram dados da CFTC. Os curtos subiram 23.766 contratos enquanto os longos caíram 3.432.
POSIÇÕES NO BRENT
Os traders aumentaram sua postura sobre o petróleo Brent ao nível mais elevado em um mês durante o período. Os especuladores subiram as posições líquidas longas no Brent para 187.479 contratos, segundo dados da ICE Futures Europe. Em outros mercados, as apostas líquidas no diesel com ultrabaixo teor de enxofre dos EUA caíram 5,2 %, para 30.818 contratos. Os futuros do diesel tiveram um declínio de 5,1 % no período, para US$ 1,4865 o galão. As apostas altistas líquidas na gasolina Nymex caíram 14 %, para 15.434. Os futuros caíram 5,8 % no período coberto pelo relatório da CFTC, para US$ 1,3618 o galão.
O petróleo subiu nesta segunda-feira depois de manter-se abaixo dos US$ 40 por barril enquanto caças franceses bombardeavam a Síria, aumentando as tensões na Europa e no Oriente Médio após os ataques terroristas em Paris, ocorridos na última sexta-feira.
O presidente francês, François Hollande, prometeu aumentar o investimento em segurança, limitar as proteções constitucionais e ganhar a guerra contra o terrorismo islâmico. “Não parece que isso vá ter algum impacto sobre a oferta de petróleo”, afirmou Tim Evans, analista de energia da Citi Futures Perspective em Nova York. “É difícil distinguir entre a movimentação instável que tivemos no Oriente Médio na quinta-feira e o que estamos vendo hoje. A principal preocupação do mercado no momento é a oferta excessiva”, disse..