STF mantém preso um dos PMs acusados da morte de Amarildo
Redação DM
Publicado em 17 de novembro de 2015 às 04:25 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira mais um habeas corpus pedido pela defesa do sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Reinaldo Gonçalves dos Santos, um dos 25 policiais acusados de participar do desaparecimento e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em julho de 2013, na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na Zona Sul da cidade. O sargento responde pelos crimes de tortura resultante em morte, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Ele continuará preso por tempo indeterminado.
A defesa recorreu ao STF alegando excesso de prazo para o término da instrução criminal. Em setembro, o relator do caso, ministro Teori Zavascki, negou o pedido de revogação de prisão preventiva sob o argumento de que o acusado deveria continuar detido para “resguardar a ordem pública”. As prisões ocorreram em outubro de 2013.
De acordo com o processo, Amarildo de Souza teria sido levado à UPP supostamente com o objetivo de fornecer informações sobre o local em que uma facção criminosa guardaria armas e drogas. Segundo a acusação formulada pelo Ministério Público, ele não resistiu a uma sessão de torturas e morreu dentro da própria unidade.
Os 25 denunciados são policiais militares que trabalhavam na UPP. Segundo depoimento de uma testemunha, o sargento Reinaldo Gonçalves dos Santos teria participado da sessão de tortura que resultou na morte do ajudante de pedreiro. Amarildo foi submetido a afogamento, com a cabeça dentro de um balde com água, sufocamento com sacos plásticos e choques elétricos com uma pistola de uso exclusivo do Exército.