Cotidiano

França e Rússia realizam novos ataques em reduto do Estado Islâmico

Redação DM

Publicado em 16 de novembro de 2015 às 23:45 | Atualizado há 11 anos

PARIS — Depois de uma conversa por telefone com François Hollande, Vladimir Putin ordenou que as Forças Armadas russas no Mediterrâneo trabalhem diretamente com os franceses nos ataques à Síria. Nesta terça-feira, aviões de combate dos dois países realizaram novas ofensivas no país de Bashar al-Assad, Síria, destruindo os centros de comando e recrutamento em Raqqa, reduto do Estado Islâmico, informou o ministério da Defesa da França. A Alemanha, por sua vez, descartou a possibilidade de participar nos bombardeios, destacando que a decisão alemã de fornecer armas e equipamento para combatentes curdos que lutam contra o grupo fpo a estratégia certa.

A ofensiva francesa, iniciada às 22h30m de segunda-feira (horário de Brasília), foi integrada por 10 caças – Rafale e Mirage 2000 – que partiram dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia, que lançaram 16 bombas, uma missão semelhante à de domingo à noite. Autoridades de defesa informaram que os Estados Unidos apoiaram com o compartilhamento de inteligência, o que possibilitou a identificação de alvos. A aviação francesa atua desde setembro contra o EI na Síria.

“O exército francês conduziu pela segunda vez em 24 horas um ataque aéreo contra o Estado Islâmico em Raqqa, na Síria”, afirmou o ministério em um comunicado. “Ambos objetivos foram alcançados e destruídos simultaneamente. O ataque, que aconteceu em coordenação com as forças americanas, teve como alvos locais identificados durante missões de reconhecimento realizadas anteriormente pela França”, acrescenta o comunicado.

Uma fonte do governo francês afirmou que a Rússia atingiu alvos do EI na mesma área, após o presidente François Hollande apelar à ajuda de Washington e Moscou para formar uma grande coalizão de combate ao EI. A ação, que não foi confirmada imediatamente por Moscou, foi tomada horas após o Serviço de Segurança Federal da Rússia confirmar que uma bomba derrubou o avião russo que decolou do balneário de Sharm el-Sheikh, no Egito, em outubro.

Em Bruxelas, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian pediu assistência mútua à União Europeia pela primeira vez desde que o Tratado de Lisboa em 2009 introduziu a possibilidade, afirmando que espera-se ajuda às operações francesas na Síria, Iraque e Áfica.

— Isso é, primeiramente, um ato político — declarou Le Drian à imprensa após reunião com chefes de Defesa da UE.

O bloco econômico aceitou a solicitação, mas não informou de imediato que tipo de assistência seria enviado.

Na segunda-feira, a França , capital do autoproclamado califado do grupo jihadista. O país vem recebendo mais informes do serviço de Inteligência dos EUA para compartilhar informações e permitir ataques ao grupo terrorista.

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