Cotidiano

França cancela eventos paralelos à COP

Redação DM

Publicado em 16 de novembro de 2015 às 10:05 | Atualizado há 11 anos

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, anunciou esta segunda-feira que a Conferência do Clima, que será realizada em Paris a partir do dia 30, não terá marchas e concertos, conforme havia sido planejado.

Valls, porém, afirmou que nenhum líder estrangeiro pediu o adiamento da cúpula climática, que visa evitar a elevação da temperatura média global a menos de 2 graus Celsius. De acordo com o premier, o cancelamento da conferência poderia ser visto como uma “abdicação aos terroristas”:

— No entanto, o primeiro-ministro afirmou à rádio BTL que “uma série de demonstrações planejadas foram excluídas do evento, que será reduzido às negociações… diversos concertos e festividades serão cancelados”.

Ativistas ambientais são esperados em Paris a partir do início da próxima semana, quando discutirão novos programas para a marcha em direção ao local de realização da COP-21. Originalmente, previa-se que a marcha levaria 200 mil pessoas para as ruas, em uma tentativa de convencer os governos a cortar as emissões de gases de efeito estufa.

Os principais grupos ambientalistas assegurararam que respeitarão as novas barreiras, decretadas sob estado de emergência proclamado pelo presidente francês François Hollande na última sexta-feira.

De acordo com Vallis, muitos líderes mundiais afirmaram: “Não só planejamos ir, como também precisamos demonstrar aos terroristas que não temos medo deles”.

Para Alden Meyer, da União de Cientistas Preocupados (UCS, na sigla em inglês,), os ataques à capital francesa não restringiriam a Conferência do Clima, ao contrário do que ocorreu em Copenhague em 2009. Naquelea ocasião, muitos líderes mundiais estavam relutantes em compreender uma iniciativa ligada ao combate de mudanças climáticas em meio a uma crise fincanceira.

— Não vejo estes ataques como uma barreira substancial nas negociações, ao contrário do que ocorreu em Copenhague, 2009, quando a crise ecomômica levou a dúvidas sobre os custos associados às mudanças climáticas.

Em maio, um estudo publicado na revista científica americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” afirmou que a seca e a ação humana contra o clima estavam entre as causas do conflito na Síria.

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