Economia

Na esteira da crise, Louis Vuitton fecha três lojas na China

Redação DM

Publicado em 16 de novembro de 2015 às 04:45 | Atualizado há 11 anos

PEQUIM – Com a desaceleração da economia chinesa e a campanha anticorrupção, que repudia a ostentação dos ricos no país, a francesa Louis Vuitton fechou três lojas na China, segundo edição do do jornal britânico “Financial Times” desta segunda-feira. Segundo fontes a par da estratégia de negócios da empresa, novas unidades serão fechadas este ano.

— Segundo minhas informações, 20% das lojas da Louis Vuitton terão fechadio as portas até meados do ano que vem. É quase uma loja fechada por mês — disse Emmanuel Hemmerle, sócio da consultoria Emmanuel Hemmerle, sediada em Xangai.

As lojas fechadas ficavam nas cidades de Guangzhou, Harbin e Urumqi. A empresa manteve cerca de 50 unidades no país (excluindo Hong Kong), a maioria em cidades menores, que têm sofrido mais com a desaceleração chinesa.

A Louis Vuitton disse que “vai continuar a investir na China e que na atual rede de lojas para enriquecer o nível de experiência para os clientes”.

A notícia de fechamento das lojas na China vem no mesmo momento em que o americano The Demand Institute e a instituição que lhe deu origem, The Conference Borad, divulgaram relatório dizendo que as multinacionais investiram demais nas cidades chinesas erradas.

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“Crescimento otimista e projeções de consumo superestimadas para a China orientaram mal investidores estrangeiro. Muitas cidades chinesas têm um lonho caminho pela frente antes de entrarem na classe média”, diz o estudo.

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