Cabello: ‘Detenção de sobrinhos de Maduro nos EUA é sequestro’
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2015 às 04:30 | Atualizado há 11 anosCARACAS – Após o caso que terminou com o indiciamento nos EUA de dois sobrinhos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por tráfico de drogas, o chavismo expressou repúdio. O presidente da Assembleia Nacional e número 2 do governo, Diosdado Cabello, afirmou que a detenção de Francisco Flores de Freitas e Efraín Antonio Campo Flores no Haiti pela agência antidrogas americana (DEA) foi um “sequestro”, e que o governo nada tem a ver com os jovens.
— Eu não vejo o caso como uma detenção. A dupla estava num avião para o Haiti, ia com seis pessoas e então sequestraram os dois — disse Cabello, na primeira reação do chavismo após a captura dos dois, indiciados em Nova York e correndo risco de pegarem prisão perpétua. — É muito irregular o que a DEA fez neste caso, e é o serviço regular da agência sequestrar pessoas em muitos lugares.
Os outros ocupantes do avião e a própria aeronave foram devolvidos à Venezuela após a detenção da dupla. Segundo as autoridades da DEA, vídeos mostravam em flagrante que eles traficavam cocaína.
Para evitar conexões familiares, Cabello pôs em dúvida o vínculo familiar de Efraín com Maduro. O mais jovem dos dois presos, sobrinhos de sangue da primeira-dama, Cilia Flores, não seria filho de criação do casal, segundo Cabello. Todos os relatos da imprensa e de pessoas próximas indicou que o sobrinho fora criado por eles e se disse com imunidade diplomática na hora da prisão.
Maduro e Cilia têm se recusado a comentar o episódio. O presidente, nas entrelinhas, criticou os EUA pelo “imperialismo” em suas atuações na América Latina.