STJ determina que doleiro seja ouvido em inquérito sobre Cabral e Pezão
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2015 às 01:15 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que o doleiro Alberto Youssef não seja mais ouvido pela Polícia Federal e sim por juiz instrutor no inquérito que investiga o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o ex-governador Sérgio Cabral dentro da operação Lava-Jato. É a primeira vez que este procedimento acontece em um tribunal superior. O depoimento será feito por videoconferência, sendo o juiz instrutor com atuação no gabinete do ministro.
Segundo nota divulgada pelo STJ, Alberto Youssef será ouvido “sobre o suposto repasse de propinas arrecadadas, junto ao grupo Odebrecht, para a campanha eleitoral do PMDB ao governo do Rio de Janeiro”. O depoimento está marcado para o próximo dia 10 de dezembro, às 16h.
Também ao contrário do que informado pela assessoria do STJ anteriormente, não houve decisão sobre a continuidade da investigação do processo contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, envolvido na Lava-Jato. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu continuar a investigação sobre Cabral no âmbito da Lava-Jato. O posicionamento contrariou a Polícia Federal, que concluiu em setembro o inquérito sobre o caso defendendo o arquivamento.
O ministro Luis Felipe Salomão definiu apenas pela continuidade da investigação referente ao ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. O ex-ministro é investigado por conta da conexão a fatos supostamente cometidos por parlamentares do PP. A investigação foi prorrogada por mais 60 dias para o cumprimento de diligências. O pedido foi feito pela PF ao MPF que, então, solicitou ao STJ.