Ministra diz que ao menos 900 hectares de flora foram dizimados em Minas
Redação DM
Publicado em 23 de novembro de 2015 às 06:20 | Atualizado há 11 anosLINHARES (ES) – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta segunda-feira que ao menos 900 hectares de flora foram dizimados em Minas Gerais em razão do rompimento da barragem de rejeitos de minério da Samarco em Mariana, no início do mês. O monitoramento no estado ainda não foi concluído.
— Só em Minas Gerais, o Ibama já fez um laudo, e só de impacto em vegetação são mais de 900 hectares de destruição. Nós temos de medir hectare por hectare e fazer fotografias comparando com imagens de satélite o que era antes e o que é hoje – afirmou a ministra, em entrevista coletiva em Linhares (ES).
A entrevista foi concedida após Izabella sobrevoar a foz do Rio Doce, alcançada pela lama no sábado. De acordo com ela, a onda de resíduos já alcança dez quilômetros ao longo da costa e de um a 1,5 quilômetro mar adentro. Embora as avaliações do impacto na região ainda estejam em curso, o monitoramento será feito por ao menos entre 90 e 120 dias. A ministra disse ainda que, com a chegada da temporada de chuvas, mais sedimentos serão trazidos do local onde ocorreu o acidente para o encontro do rio com o oceano:
— Só quando terminar o período de chuvas, vou poder ter uma avaliação concreta do fim do acidente e quais são as medidas efetivas, além das emergenciais, para restauração do Rio Doce.
O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e a presidente do Ibama, Marilene Ramos, acompanharam a ministra que, na saída do hotel. Eles foram abordados por um grupo de seis manifestantes, moradores de Regência, distrito de Linhares, onde o Rio Doce deságua no mar. Eles seguravam cartazes contra a Vale, uma das controladoras da Samarco.