Cotidiano

Cunha diz que oposição não tem força para obstruir votações

Redação DM

Publicado em 23 de novembro de 2015 às 05:25 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse nesta segunda-feira não temer o movimento da oposição de obstruir as próximas votações dos trabalho na Casa. Nesta terça-feira, deverá ser lido no Conselho de Ética da Câmara o relatório do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) pela abertura da investigação contra Cunha, adiado depois e manobra feita pelo pelo peemedebista.

Cunha disse que não se constrangerá com essa possibilidade de obstrução dos trabalhos, e que não foi eleito com a ajuda de oposicionistas e nem tampouco do PT.

— Eles (partidos de oposição) já obstruem, você acha que já não tem processo de obstrução aqui na Casa? Todos eles juntos não têm numero suficiente para impedir que a Casa pare de funcionar. Não ficará paralisada — afirmou Cunha:

— Não estou pensando em contar com apoio nem de A nem de B. A Casa vai funcionar. Até porque, quem não comparecer, vai ser descontado. Se quiserem ficar aqui em obstrução o tempo inteiro e tiver número para obstruir, significa que a Casa não quer votar. Então não vote. Isso é um problema da Casa, eu não vou me constranger com essa possibilidade — disse o presidente da Câmara, se dizendo “absolutamente tranquilo”:

— Estou absolutamente tranquilo porque tive uma maioria para ganhar (a eleição da presidência da Câmara) em primeiro turno que independeu do PT, do PCdoB, do PSDB, do PPS, do PSOL.

O presidente da Câmara negou que haja qualquer desgaste adicional em seu mandato. Segundo ele, o que há é uma “campanha” feita por seus adversários contra ele desde que foi eleito:

— Não vejo nenhuma diferença, estou vendo a mesma campanha feita pelos mesmos adversários que fazem rodízio para fazerem os mesmos discursos. Nada mudou.

Cunha negou ainda que tenha feito qualquer tipo de manobra para protelar o andamento da sessão do Conselho de Ética da última quinta-feira. Ele disse que foi o presidente do órgão, José Carlos Araújo (PSD-BA), quem cometeu “alguns erros” naquele dia:

— Ele (presidente do Conselho) cometeu alguns equívocos naquele dia — disse Cunha, citando, por exemplo, o fato de Araújo ter marcado a sessão do Conselho na mesma hora em que ocorria uma sessão no plenário.

— (Mas) Não produziu efeitos, ele vai ler o relatório amanhã, não causou nenhum prejuízo, e nem há nada que se reparar daquele dia. No final, só ficou uma versão colocada de que houve algum tipo de manobra minha, quando não houve – se defendeu.

DECISÃO SOBRE IMPEACHMENT ANTES DO RECESSO

O presidente da Câmara reforçou também que pretende se posicionar sobre todos os pedidos de impeachment antes do início do recesso legislativo, que começa no dia 22 de dezembro.

— Eu pretendo decidir todos antes do recesso. Posso decidir essa semana, preciso ter o convencimento. (Isso) se eu conseguir ter tempo para convencimento. É óbvio que vou deixar esse (pedido do Hélio Bicudo) por último.

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