Diretor-geral da Abin: Não há temor de terrorismo nas Olimpíadas
Redação DM
Publicado em 23 de novembro de 2015 às 02:10 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, afirmou que não há “temor” de um ataque terrorista nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e destacou a importância do trabalho de prevenção.
— Não temos um temor, mas temos um trabalho preventivo. Embora nossas avaliações de risco não tenham essa questão como a maior preocupação qualquer país do mundo que fosse rever um evento como este neste momento precisa fazer esse trabalho de prevenção — afirmou Trezza, em entrevista após a abertura do Seminário Internacional de Enfrentamento ao terrorismo no Brasil.
Trezza afirmou que nas avaliações de risco feitas pelos órgãos de inteligência a possibilidade de aumento da criminalidade comum aparece mais forte do que de um eventual ataques. O diretor ressalta que mesmo assim a agência trabalha “como se tivesse” uma ameaça, monitorando alvos. Ele destacou que brasileiros não podem ser descartados como possíveis atores de atos terroristas.
— Atentados não necessariamente são promovidos por estrangeiros, poderíamos ter aqui no Brasil, onde somos 204 milhões de habitantes, algum lobo solitário – observou.
O diretor afirmou que não há registro da existência de qualquer célula do Estado Islâmico ou qualquer grupo terrorista no país. Ressaltou que há um monitoramento de refugiados, independente do país de origem.
— Como temos uma política humanitária de receber refugiados, na medida que temos essa possibilidade tentamos monitorar. Há sim uma preocupação em saber quem entra e quem sai.
Trezza destacou que há um trabalho integrado das forças de segurança brasileiras e destacou que a cooperação internacional nessa área é crescente. Destacou que para as Olimpíadas já há um credenciamento de 103 países para atuar num centro de inteligência conjunto.
O ministro Ricardo Berzoini, da secretaria de governo, esteve presente na abertura do seminário. Ele destacou que a cooperação internacional é fundamental para a área. Ressaltou que a lei de combate ao terrorismo está em fase final de votação no Congresso e observou que a experiência da Copa foi positiva, apesar da diferença entre os eventos.
— Tivemos a Copa e o Brasil deu exemplo de que pode organizar esse tipo de eventos. Claro que as Olimpíadas tem uma maior complexidade, com mais países e uma diversidade mais complexa — disse o ministro.