Paim diz que votou pela prisão de Delcídio por convicção
Redação DM
Publicado em 26 de novembro de 2015 às 03:15 | Atualizado há 11 anosBRASÌLIA – Considerado rebelde dentro do PT, o senador Paulo Paim (PT-RS) votou pela manutenção da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), juntamente com o colega de bancada Walter Pinheiro (PT-BA). Os dois trocaram mensagens afirmando que foi “duro” votar contra o colega, mas que foi a decisão “acertada”.
Paim disse que não foi pressionado por ninguém do PT a mudar de posição e que desde, na quarta-feira, avisou os demais parlamentares de sua posição. O senador disse que o Senado não julgou Delcídio, que isso será feito pela Justiça.
— A base do PT só me cumprimentou pela coerência, pelas mídias sociais. É o PT de raiz. Tem um movimento “Fica Paim” para eu ficar no PT, mas até o final do ano devo me desfiliar e no ano que vem decido sobre novo partido. Há um clima de tristeza e constrangimento (sobre Delcídio), mas sempre defendi o voto aberto e a gente não julgou o Delcídio, mantivemos a decisão do STF. Foi duro (votar contra ele), mas foi acertado. Doeu muito, e há um clima de velório — disse Paim.
O senador petista contou que trocou mensagem com Walter Pinheiro sobre a dificuldade do momento.
— Foi coração partido. E hoje de manhã mandei ao Walter um símbolo do coração partido por mensagem. Foi duro — disse Paim.
Ele ainda criticou a nota do presidente do PT, Rui Falcão.
— A nota não foi feliz. E veio num momento constrangedor — disse Paim.