Cotidiano

Rui Falcão diferencia tratamentos dados a Delcídio e Vaccari

Redação DM

Publicado em 25 de novembro de 2015 às 23:15 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO — O presidente do PT, Rui Falcão, disse nesta quinta-feira, em São Paulo, que a situação do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), é diferente da do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, já que o senador foi preso por atividades não partidárias.

— Tem uma diferença clara entre a atividade partidária e atividade não partidária — disse Falcão.

A Executiva do PT deve se reunir na semana que vem para definir a situação do líder do governo.

O PT vem defendendo Vaccari , enquanto, na quarta-feira, , uma nota do partido dizia que “não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade” ao líder do governo no Senado. Assinado pelo presidente dao PT, o comunicado afirma ainda que uma reunião da Executiva seria convocada para tomar medidas contra o parlamentar.

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“Nenhuma das tratativas atribuídas ao senador tem qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado”, afirma a nota. “Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”, prossegue o comunicado do PT.

De acordo com o partido, a reunião da Executiva para discutir as medidas que considerar “cabíveis” contra o senador será marcada num curto espaço de tempo. Rui Falcão se disse ainda “perplexo com os fatos que ensejaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão” de Delcídio.

Vaccari está preso desde 15 de abril, após operação da Lava-Jato, e já foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

PRISÃO DO SENADOR

Delcídio foi preso preventivamente na manhã de ontem, no flat onde mora, em Brasília. O senador é acusado de ameaçar parentes do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, e de ter oferecido a ele, através de seu advogado, ajuda para fugir do Brasil e não revelar nada sobre o esquema de corrupção da Petrobras. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.

Também foram presos o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, que teria participado do conluio pelo silêncio de Cerveró; e o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira Rodrigues. Já o advogado Edson Ribeiro, que trabalha para Cerveró, teve a prisão decretada, mas ainda não teria sido detido. Ele está nos Estados Unidos. Todos estão envolvidos na mesma acusação, de obstrução da Justiça.

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