‘Planalto atuou a favor de Bumlai, mas não há prova contra Lula’
Redação DM
Publicado em 24 de novembro de 2015 às 09:55 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que existe uma ligação política nos contratos firmados na Petrobras e os empréstimos junto ao Banco Schahin, com ordem que “veio de cima”, inclusive com telefonemas da Casa Civil, quando o ex-ministro José Dirceu ocupava o cargo. O empréstimo principal em investigação era inicialmente de R$ 12 milhões. . Na ação, foi preso preventivamente o pecuarista José Carlos Bumlai, no Hotel Golden Tulip, em Brasília.
Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, o dinheiro dos empréstimos era destinado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em troca, empresas do grupo Schahin conquistaram o contrato de navio-sonda Vitória 10.000 na petrolífera, sem licitação.
– Já temos que esse primeiro empréstimo em 2004 teve participação direta de tesoureiros do PT, inclusive telefonemas da Casa Civil do governo da época. Existe claramente uma vinculação política nesse primeiro empréstimo. A ordem que veio para a área técnica da Petrobras era que havia determinmação de cima para que se resolvesse o problema da Schahin com a contratação da sonda. Estamos investigando a origem desses diversos empréstimos e se eles tiveram, todos eles, uma motivação politica e não técnica para serem concedidos. Na época, o chefe da Casa Civil era José Dirceu – afirmou o procurador Carlos Fernando Lima.
Ainda segundo o MPF, há pelo menos uma dezena de outros empréstimos, no valor de dezenas de milhões de reais, envolvendo pessoas físicas ligadas ao pecuarista.
Sobre a prisão de Bumlai ter ocorrido no dia em que iria depor na CPI do BNDES, na Câmara, em Brasília, os procuradores disseram que “foi apenas uma coincidência infeliz, porque seria interessante que ele tivesse prestado o depoimento”.