Cotidiano

Ministro mais próximo a Temer, Padilha deixa o governo Dilma

Redação DM

Publicado em 4 de dezembro de 2015 às 10:35 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS) está de saída do governo. Ele tentou entregar ontem o seu pedido de demissão à presidente Dilma Rousseff, mas não conseguiu uma audiência com a presidente. Padilha viajou para Porto Alegre (RS), antes, porém, deixou a exoneração protocolada no Planalto.

De acordo com o colunista Jorge Bastos Moreno, o l, Jaques Wagner, de receber o colega Eliseu Padilha, que lhe entregaria a carta de demissão. Para não ter que constranger a presidente Dilma, Padilha optou por essa via. Com a recusa de Wagner em recebê-lo, Padilha foi obrigado a protocolar sua carta de demissão, atitude rara na história da República.

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Segundo pessoas próximas ao ministro, ele vinha dizendo estar se sentindo bastante “constrangido” porque não podia nem criticar, nem defender o processo de abertura de impeachment. Na Esplanada, Padilha é o ministro mais próximo do vice-presidente Michel Temer. A saída se deu por “convicção política” e “lealdade” ao vice. Padilha já vinha se sentindo incomodado no cargo, mas a decisão começou a ser pensada na noite de quarta-feira, em conversa com peemedebistas no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer. No dia seguinte, quando Dilma e Temer conversaram e o ministro Jaques Wagner fez um relato que o vice não considerou correto da reunião, Padilha sacramentou o desembarque.

— Foi um dia de muitos desmentidos. O Planalto decidiu a posição de Temer. O ambiente passou a ser de muitos imprevistos — disse ao GLOBO uma pessoa próxima ao ministro.

Com relação à Aviação Civil, a gota d’água foi o fato da presidente ter desautorizado uma indicação dele para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O ministro encaminhou o nome de Juliano Noman para uma diretoria da Anac com o aval de Dilma. No entanto, quando a Secretariara de Aviação Civil enviou o nome para o Senado a presidente mandou suspender a indicação.

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), disse que, apesar de o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, ter anunciado que vai deixar o governo, não há, no momento, nenhum movimento dos outros ministros do partido nessa direção. Além da Aviação Civil, o PMDB tem mais cinco pastas: Saúde, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, Portos e Turismo.

Além de Padilha, outro ministro próximo ao vice-presidente Michel Temer é Henrique Eduardo Alves, de Turismo. Celso Pansera, de Ciência e Tecnologia, que foi qualificado pelo doleiro Alberto Youssef de “pau mandado” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve permanecer onde está, segundo Picciani.

– O Pansera não é ligado a Cunha. Ele é do PMDB do Rio e a relação entre eles é partidária – declarou.

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