Cotidiano

Proporção de alunos de 18 a 24 anos no ensino superior aumenta, diz IBGE

Redação DM

Publicado em 4 de dezembro de 2015 às 09:20 | Atualizado há 11 anos

RIO — Divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a Síntese de Educadores Sociais (SIS) de 2015 mostra que a proporção de estudantes de 18 a 24 anos de idade que frequentavam o ensino superior passou de 32,9% em 2004 para 58, 5 % em 2014. Deste número, entretanto, o total de estudantes pretos e pardos em 2014 (45,5 %), ainda não supera o número de brancos neste nível em 2004 (47,5%). Isso mostra que a proporção de pretos e pardos no ensino superior ainda é menor do que o número de brancos há dez anos.

A desigualdade também está presente em relação às regiões. Enquanto a proporção de estudantes de 18 a 24 anos que frequentavam o ensino superior ficavam acima da média nacional nas Regiões Sudeste, Sul e CentroOeste, apenas 40,2% e 45,5% dos jovens estudantes das Regiões Norte e Nordeste, respectivamente, cursavam esse nível em 2014.

A pesquisa mostra ainda que aumentou a proporção dos jovens entre 15 e 17 anos que somente estudam. Essa proporção passou de de 59, 3 % para 67,0 %, diminuindo o número daqueles que estudavam, mas também trabalhavam na mesma semana de referência, passando de 22,6% para 17, 3 % entre 2004 e 2014.

DEMOCRATIZAÇÃO NA REDE PÚBLICA

Ao longo da década, estudantes pertencentes ao grupo de 20% da população com renda mais baixa passaram a frequentar mais as universidades públicas. Em 2004, esse grupo correspondia a 1,2% e subiu para 7,6% em 2014. Em paralelo, caiu a proporção de alunos com a renda mais alta no ensino superior público. Em 2004, esse grupo, que corresponde a 20% da população com renda mais alta, representava 54,5% dos alunos da rede pública superior. Em 2014, o número era bem mais baixo: 36,4%.

A pesquisa aponta um contexto favorável à ampliação do acesso ao ensino superior, proporcionado pelo aumento do nível educacional da população e pelas melhorias nas condições econômicas das famílias, que liberam os jovens para prosseguirem os estudos, ao invés de se dedicarem exclusivamente ao trabalho. O acesso ao ensino superior mais democrático teria como estímulo também as políticas públicas, desde o aumento das reservas de vagas nas instituições públicas até o aumento do financiamento estudantil, como ProUni e FIES.

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