Economia

Real deve desvalorizar ainda mais, diz presidente do JBS

Redação DM

Publicado em 27 de outubro de 2015 às 10:05 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO. O presidente da JBS, a maior processadora de carnes do mundo, afirmou nesta terça-feira que as estimativas de seu grupo são de que a China deverá crescer menos de 6% em 2016, e se, isso ocorrer, os preços das commodities cairão ainda mais, com reflexos nas cotações do dólar ante o real. Por isso, disse o executivo, a tendência para a moeda brasileira é depreciar-se ainda mais.

— Nesse cenário a moeda da China terá de ser depreciada, e o dólar a R$ 3,90 é baixo. Há muito mais o que andar e estamos na metade do caminho — disse Joeslei Batista ao participar do Brazil Summit, evento promovido pela revista The Economist.

Questionado sobre os pesados aportes feitos pelo BNDES no grupo JBS, alvo de questionamentos de muitos analistas, Batista admitiu que o banco de fomento teve um “papel fundamental” na expansão do grupo nos últimos anos, assim como o mercado de capitais. Ele rechaçou, no entanto, o rótulo de campeão nacional, como eram chamadas as empresas mais fortemente beneficiadas por recursos do banco de fomento nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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