Na CPI do BNDES, Mantega defende crédito subsidiado
Redação DM
Publicado em 27 de outubro de 2015 às 02:00 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta terça-feira a política de estímulo ao crédito subsidiado no BNDES e disse que não houve exagero no repasse de recursos do Tesouro Nacional para a instituição. Em audiência na CPI do BNDES, ele ainda fez uma crítica à política econômica atual. Falou que os benefícios ao investimento geraram crescimento, aumentaram emprego e arrecadação e que melhorava a situação das contas públicas. E afirmou que o custo para a União do Programa de Sustentação ao Investimento (PSI) foi compensado pelo crescimento do país.
— Quando fizemos esse programa, sabíamos que tinha um custo. Os custos foram mais que compensados pelo crescimento, Foi muito bem sucedido esse programa — garantiu o ex-ministro, que completou:
— Quando você não consegue fazer isso (estimular o investimento), passa a ter uma queda da arrecadação e um déficit maior Eu queria dizer que nós conseguimos isso (incentivar o crescimento).
Guido Mantega disse que o Brasil teve um “longo período” em que a política de estímulo ao crescimento deu certo. Justificou que naquela época, a equipe econômica não achava que a crise se estenderia por tantos anos. Culpou a crise internacional pelo atual momento. Afirmou que o mundo vive um outro momento da crise mundial em que os países emergentes foram arrastados para o epicentro das turbulências. E que por isso, este ano será muito difícil.
— A crise não acabou. 2015 será o pior ano para os países emergentes, principalmente, por causa da China. O Brasil tem como superar essa situação porque o Brasil tem solidez.