Para continuar sonhando
Redação DM
Publicado em 17 de outubro de 2015 às 01:54 | Atualizado há 11 anosAlvaro de Castro,Da editoria de Esportes
A nove pontos do G-4, em situação semelhante à de 2014, o Atlético tem partida fora de casa pela 31ª rodada da Série B. Diante do lanterna do campeonato, o pensamento é apenas na vitória. O jogo contra o Mogi Mirim acontece hoje (17), às 16h30, no Estádio Romildo Ferreira. Com 39 pontos e na 12ª colocação, a equipe atleticana não perde há 8 jogos, quando saiu derrotada pelo Botafogo, líder da Segundona (4 a 0). Nesse período foram 6 empates e 2 vitórias.
Gilberto Pereira arrumou o time. Em 17 jogos no comando do Atlético, o treinandor só perdeu uma vez. Quando veio para tirar o Atlético da zona de rebaixamento, a equipe tinha apenas nove pontos. Nesse período de três meses foram 30 pontos conquistados. O trabalho do treinador foi ajudado pela chegada de jogadores que rapidamente ganharam a titularidade no Dragão. Caso de Feijão, Jorginho, Willie e Junior Viçosa.
Dentro das quatro linhas, a principal dúvida do treinador acontece no meio-campo. Willie não participou dos últimos treinos e fica como dúvida. Caso não entre em campo, a tendência é que Juninho assuma a vaga, mudando o esquema tático para o 4-3-3. As outras alterações acontecem por motivo de suspensão. Samuel e Feijão deixam o time para as entradas de Marllon e Anderson Leite.
Com alguns problemas por contusão e suspensão, Gilberto Pereira define seu estilo para fazer as melhores escolhas: “Eu demorei para definir o grupo. Quando consegui a base, tenho que ter a coerência de mudar da forma certa. Então quando sai um titular por contusão ou suspensão, tento analisar uma série de fatores para fazer a escolha. O momento, os treinamentos, para errar o menos possível. Não gosto de trocar o time com frequência, não faz parte do meu trabalho. Existe uma concorrência, mas ela é bem definida”, frisou.
Pela primeira vez desde a sua chegada, Pereira deixou uma dúvida para a escalação: “Não tenho confirmado se o Willie vai jogar. O Willie faz seu papel taticamente muito bem, o Juninho mudaria o jeito de jogar do time. Vou ter um pouco mais de tempo para resolver, já que ele não treinou todos os dias. Com o Juninho, buscaríamos um jeito diferente de jogar, tentando a vitória mais no início do jogo, até pelo esquema ser mais ofensivo”, destacou.
No meio da tabela, podendo pensar até mesmo em G-4, o técnico atleticano tenta focar jogo a jogo para não desconcentrar e se iludir: “Temos que pensar na realidade do nosso time, agora a nossa cabeça está focada no Mogi Mirim. Não dá para pensar completamente em G-4, buscamos os 45 pontos, depois disso, pensar jogo a jogo. É muito difícil enfrentar um time como o Mogi, que não vence há 5 jogos. Eles entram com uma carga de tensão muito alta, temos que ter cuidado”, finalizou Gilberto Pereira.
Mogi Mirim
Sem vencer há 5 jogos, a situação do clube paulista é desesperadora. Lanterna da Série B com 22 pontos, o Mogi Mirim está a 14 pontos de sair da zona de rebaixamento. Apesar do iminente descenso, o clube mantém as esperanças e tenta vencer diante de sua torcida. O técnico Márcio Goiano fez mistério durante a semana, deixando dúvidas na escalação. Porém, o principal mistério é a presença, ou não, do atacante Ruster, que sentiu dores musculares. Para a posição, três jogadores disputam a vaga. Everaldo, Luiz Fernando e Val Barreto.