Concessionária demite 40% dos funcionários
Redação DM
Publicado em 16 de outubro de 2015 às 01:40 | Atualizado há 11 anosA concessionária Maracanã anunciou ontem a demissão de 40% dos seus funcionários, devido a uma série de fatores, entre eles o período em que o estádio irá ficar fechado para a realização dos jogos olímpicos do próximo ano.
Os principais são a indefinição de um novo contrato com o governo estadual, que se arrasta desde o final do ano passado, e o longo período em que o estádio ficará fechado para os Jogos Olímpicos de 2016.
Segundo comunicado da concessionária, da qual fazem parte Odebrecht e AEG, 32 dos 80 funcionários serão dispensados para uma “adaptação” ao período durante o qual o estádio ficará cedido ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos. Ainda não está definido quanto tempo o Maracanã ficará fechado. A concessionária espera a resposta até o final do ano. Mas é possível que o período chegue a até nove meses, de março até novembro. As Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio serão disputadas em agosto e setembro e o Maracanã vai receber partidas de futebol e as quatro cerimônias de abertura e de encerramento.
Outro fator que causa incerteza é a demora para a assinatura de um novo contrato com o governo estadual. As negociações começaram em dezembro de 2014. No acordo original estavam previstas as demolições do estádio de atletismo Celio de Barros, do parque aquático Julio De Lamare e da escola municipal Friedenreich. Com as manifestações de julho e junho de 2013, o governo cedeu à pressão da opinião pública e decidiu manter as instalações, que dariam lugar a um edifício-garagem e a um shopping. A previsão de lucro da concessionária diminuiu e o investimento que era de R$ 594 milhões precisou ser redimensionado.
A última notícia sobre as negociações são de maio, quando se falava em valores de R$ 120 milhões, e do mês seguinte, quando o presidente do consórcio, Sinval Andrade, afirmava que o acordo deveria ser firmado até o final daquele mês. Em em nota nesta quinta-feira, a Casa Civil informou que “o governo do Estado do Rio de Janeiro e Maracanã estão em fase final de reequilibro do contrato de concessão, com assinatura de aditivo que redefinirá o escopo e cronograma das obras incidentais”.
Durante esse período, o Julio De Lamare, que receberia a primeira fase do polo aquático, foi excluído dos Jogos Olímpicos. A reforma para o Rio 2016 teria um custo maior do que uma convencional, e seria bancada pelo governo estadual. Baixas bilheterias, dificuldade para angariar patrocínios estão entre outros fatores também dificultam a situação. Apesar de todos os problemas a concessionária afirma que não pretende devolver o Maracanã.